Oftalmologia (Page 11)

Conheça de que formas o cigarro afeta sua visão

Muitos dos malefícios do cigarro já são conhecidos e amplamente divulgados, porém, é importante ressaltar as consequências que o uso do cigarro traz para a visão.

Ao fumar, centenas de substâncias tóxicas são lançadas para dentro do nosso organismo, chegam até os pulmões, percorrem as correntes sanguíneas e assim afetam o funcionamento de todo o sistema, incluindo os olhos, uma das áreas mais sensíveis de nosso corpo. E uma das primeiras doenças oculares que normalmente surgem em fumantes é a catarata, causada pela opacificação da lente natural do olho – cientificamente chamado de cristalino.

Alguns de seus sintomas são: diplopia (quando uma pessoa vê duas imagens onde deveria ver apenas uma), diminuição da percepção das cores e perda da visão noturna. Em pessoas fumantes, há uma incidência 40% maior desses problemas, pois o tabaco é responsável exatamente pela diminuição da irrigação do globo ocular.

Mas não para por aí

Fumantes podem ter problemas com a visão mesmo depois de 15 a 20 anos após parar de fumar. A fumaça do cigarro é um irritante que piora os sintomas de olho seco e o tabaco afeta a circulação sanguínea, diminui a quantidade de antioxidantes no sangue e prejudica a visão podendo chegar a degeneração macular e da retina, levando à perda da visão central e podendo resultar em cegueira.

Os primeiros quadros desse problema são: fotossensibilidade, visão desfocada, alteração na percepção de linhas e alteração nos sentidos de distâncias e alturas. Quando esta patologia avança, existe uma perda completa da visão e a cegueira.

Além de prejudicar o interior dos olhos, fumar afeta também o cristalino externo, dando uma aparência amarelada e provocando o surgimento de “bolsas” escuras nas pálpebras, estas causadas também pela perda de qualidade do sono e acúmulo de substâncias tóxicas. O tabaco danifica a transparência do globo ocular e olhos amarelados refletem também problemas causados pelo cigarro no pâncreas e fígado.

Catarata: Sintomas, causas e tratamento

A catarata consiste na opacidade total ou parcial do cristalino, lente natural do globo ocular, que é responsável pela focalização da visão para perto e para longe. É a diminuição progressiva da visão, podendo ser congênita ou adquirida.

O principal sintoma é uma visão embaçada, como se a pessoa estivesse olhando por um vidro opaco. Pessoas que têm catarata tem a visão nublada, e essa visão nublada pode tornar difíceis tarefas simples como ler, dirigir um carro ou interpretar a expressão das pessoas.

A maior parte das cataratas se desenvolve lentamente e não perturba a visão desde seu início, mas com o passar do tempo, começa a interferir na visão.

No início, uma iluminação de ambiente mais forte e o uso de óculos ajuda a lidar com os sintomas, mas logo passa a prejudicar atividades normais do dia a dia e começa a se fazer necessário um tratamento cirúrgico. A boa notícia é que a cirurgia de catarata costuma ser um procedimento seguro e eficaz.

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), a catarata é responsável por mais de 50% dos casos de cegueira no mundo e atinge quase metade (46,2%) da população mundial com mais de 65 anos.

Estima-se que no mundo cerca de 160 milhões de pessoas tenham esta doença, considerada a maior causa de cegueira evitável. No Brasil são 2 milhões e surgem cerca de 120 mil novos casos ao ano. E como a expectativa de vida da população mundial está aumentando, o número de pessoas com catarata tende a crescer.

Sintomas da catarata

Os sintomas mais frequentes da catarata são: diminuição da acuidade visual, sensação de visão “nublada ou enevoada”, sensibilidade maior à luz, alteração da visão de cores e mudança frequente da refração.

Nem todas as cataratas prejudicam a visão ou afetam a vida diária. Para aquelas que causam prejuízos, os sintomas comuns incluem:

  • Visão nublada, confusa ou nebulosa
  • Visão com brilho de lâmpadas ou do sol
  • Dificuldade de dirigir à noite devido ao brilho dos faróis
  • Mudanças frequentes na prescrição de óculos
  • Visão dupla
  • Melhoria da visão de perto que, em seguida, fica pior
  • Dificuldade em fazer as atividades diárias por causa de problemas de visão.

 

Causas

A catarata ocorre quando a lente dentro do olho torna-se turva, e fatos que colaboram para esta condição são:

  • Envelhecimento (catarata relacionada à idade)
  • Superexposição à radiação ultravioleta (UV), como da luz solar, cabines de bronzeamento ou solários
  • Lesão ocular
  • Diabetes, especialmente quando os níveis de açúcar no sangue estão acima da faixa de segurança. A doença descontrolada provoca alterações no olho que podem resultar em catarata
  • Doença no interior do olho, tais como o glaucoma, retinite pigmentosa ou descolamento da retina
  • Vitrectomia (remoção do gel vítreo do olho) em pessoas com mais de 50 anos de idade
  • Raios-X frequentes ou tratamentos de focados na cabeça
  • Histórico familiar. Uma pessoa pode herdar a tendência para desenvolver a catarata
  • Uso prolongado de medicamentos esteroides

 

Tipos

Catarata relacionada à idade: Também chamada de catarata senil, essa forma da doença ocorre por causa do envelhecimento. Tipo de catarata mais comum, ocorre em geral com o processo de envelhecimento, surgindo mais frequentemente após os 55 anos de idade.

Cataratas nucleares: Se formam no centro da lente, tornando o núcleo do olho turvo ou opaco. O centro do olho pode ficar com uma coloração amarela ou castanha. Catarata cortical aparece na forma de cunha e em volta das extremidades do núcleo. Catarata subcapsular posterior se formar mais rapidamente do que os outros dois tipos, e afeta a parte de trás da lente.

Catarata congênita: Ocorre por doenças da mãe durante a gravidez, que atingem o feto. Com frequência é acompanhada de outras alterações. Está presente no nascimento ou se forma durante os primeiros ano de um bebê. Esse tipo é menos comum do que catarata relacionada à idade. Esse tipo de catarata nem sempre apresenta sintomas e pode ser removida se ela interfere com a visão do bebê. A catarata congênita pode se desenvolver se a mãe tiver uma infecção ou abusa de substância como drogas, álcool e tabaco durante a gravidez.

Catarata secundária: Essas são causadas por doenças ou medicamentos. As doenças que estão associadas ao desenvolvimento de cataratas incluem glaucoma e diabetes. O uso de medicamentos esteróides pode levar à catarata.

Catarata traumática: Ocorre após acidentes que danificam os olhos. Geralmente é unilateral. Se desenvolvem após uma lesão no olho, embora possa levar vários anos após o evento para que isso aconteça.

Catarata Diabética: Geralmente, tem início precoce e provoca perda visual mais rápida do que a catarata senil.

Catarata Decorrente de medicamentos: Principalmente os corticóides, quando usados por longos períodos.

Catarata tem cura? Sim! Felizmente, catarata tem cura.

Tratamento da catarata

O tratamento curativo da catarata é o cirúrgico e consiste em substituir o cristalino opaco por prótese denominada de lente intra-ocular (LIO).

Toda vez que a qualidade de vida do portador de catarata esteja comprometida, ou seja, que existam limitações nas atividades que realiza habitualmente, a cirurgia está indicada. A evolução da catarata geralmente é bilateral com certa assimetria, daí a importância da realização da cirurgia do segundo olho para recuperação integral do sistema visual.

Cirurgia

Resumidamente, a cirurgia de catarata é realizada sob anestesia local (absolutamente indolor) sem a necessidade de internação hospitalar. Para a recuperação visual do portador de catarata, se faz necessária a retirada do cristalino opaco e o implante de uma lente intra-ocular. A qualidade de visão com a lente intra-ocular é muito superior àquela com óculos ou lentes de contato. Por isto, o implante da lente intra-ocular é feito de rotina atualmente.

Apesar de várias especialidades médicas serem capazes de detectar a catarata, só um oftalmologista pode tratar a doença. Saiba mais sobre a catarata! Procure consultar seu oftalmologista com frequência.

Importante: Todas as informações contidas nesta página têm caráter informativo e educacional. Nenhuma providência deverá ser tomada sem consultar o seu oftalmologista, pois somente ele está habilitado para praticar o ato médico, conforme recomendação do Conselho Federal de Medicina.

Benefícios do Ômega 3 para sua visão

Os olhos não mentem jamais e alguns alimentos são tão essenciais aos nossos olhos que é preciso estar constantemente atento ao consumo deles e incluí-los em nossa dieta.

Mas hoje vamos falar do ômega 3, que é um ácido graxo essencial para diversas funções do nosso organismo, principalmente para nossa visão. O ômega 3 facilita a nutrição das células que protegem os olhos, evitando que doenças se desenvolvam facilmente no globo ocular, e tem também papel importante na prevenção da degeneração macular.

Uma dieta que priorize vegetais de folhas verdes, nozes e peixes, alimentos ricos em ômega 3, ajudam a diminuir o risco da degeneração macular, que é uma das causas de perda de visão em pessoas com mais de 60 anos.

Estas informações são baseadas em um estudo recentemente publicado pela revista JAMA Ophthalmology. Foi a primeira vez que pesquisas comprovaram a relação entre certos nutrientes da nossa dieta com o risco de uma pessoa desenvolver ou não a degeneração macular.

Pessoas com degeneração macular perdem a visão central do olho e os fatores de risco incluem o envelhecimento natural, o tabagismo, o histórico familiar e a obesidade. E embora a doença tenha um forte influência genética, um crescente número de pesquisas, como esta, vem alertando que comportamentos saudáveis podem reduzir o risco de aparecimento e desenvolvimento da doença.

A alimentação correta está diretamente ligada a fatores imprescindíveis à visão

Ainda segundo o estudo, nutrientes relacionados com menor risco de degeneração macular são as vitaminas C e E, o zinco, a luteína, a zeaxantina e o ácido graxo ômega 3. E o papel protetor dos pescados aparece exatamente associado ao ômega 3 presente neles, com um efeito protetor sobre a retina.

Ingerir ômega 3 é importante para preservar os pequenos vasos que irrigam os olhos e ainda protege a retina contra inflamações, mas não são apenas os pescados que precisam entrar em nossa dieta, as nozes também foram identificadas como protetoras da nossa visão.

Prefira os alimentos ricos em vitaminas A e E, como a cenoura, e com ômega 3, como a linhaça. Alimentos de origem animal trazem a principais vitaminas necessárias para a boa visão, como: fígado de peixe, óleo de fígado de bacalhau, fígado bovino, carnes, ovos, leite integral e seus produtos gordurosos, como creme de leite e a tradicional manteiga.

Peixes – Fontes de ácidos graxos, ômega 3 e das vitaminas A, B, D e E, peixes como sardinha, bacalhau, salmão e atum são ótimos estimulantes da boa circulação sanguínea. Com a ingestão desses alimentos, a retina receberá oxigênio, essencial para a saúde dos olhos.

Frutas, legumes e verduras – Os de pigmentação amarela e verde costumam ser fontes ricas de carotenoides, substâncias que previnem a deterioração da mácula, ponto responsável por nos permitir enxergar cores. Podem ser encontrados em alimentos como laranja, maçã, cenoura, tangerina, brócolis e couve.

Óleo de linhaça – Para combater o chamado “olho seco” este óleo é uma grande arma, pois é rico em vitamina E, ácidos graxos, ômega 3, ômega 6 e ômega 9.

Azeite virgem – Rico em ômega 3, o azeite virgem é considerado um grande aliado na prevenção contra a degeneração macular, lesão que pode levar à perda irreversível da visão.

Alho e cebola – São ricos e fontes de cálcio, fósforo e vitaminas B e C. Possuem ação contra micróbios e antiviral. Agem como dilatadores dos vasos sanguíneos, diminuindo a pressão arterial e prevenindo contra o glaucoma, uma vez que a pressão intraocular é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença.

Amoras e cerejas – Assim como o morango, a framboesa e outras frutas vermelhas e roxas são exemplos de alimentos antioxidantes, que combatem os radicais livres e são fontes de vitamina C e de flavonoides. Previnem contra a perda de visão e contra a degeneração macular.

Daltonismo

Você sabe como uma pessoa daltônica vê o mundo?

O que é?
Também conhecido como discromatopsia, o Daltonismo é a alteração na percepção de cores.
A nossa visão de cores é dada pelas células da retina chamadas cones. Existem basicamente três tipos de células cones, cada uma responsável pela visão de uma das três cores básicas: o vermelho, o verde e o azul. As outras cores são, na verdade, a combinação dessas três cores.

A forma que realmente é chamada de Daltonismo é a deficiência para o verde e vermelho. Trata-se de uma doença genética, ou seja, existe uma alteração nos cromossomos. Geralmente a alteração genética está no cromossomo X, portanto, é mais comum nos homens.

Diagnóstico
Existem dois tipos de exames para fazer o diagnóstico:

Teste de Ishihara: exame mais utilizado por ser de fácil manuseio, consiste em placas com números formados por pontos de cores diferentes. A pessoa com Daltonismo ou não enxerga nenhum número ou enxerga um número diferente.

Anomaloscópio de Nagel: o teste realizado por esse aparelho consiste em dividir o campo de visão do paciente em duas partes. Sendo que uma delas é iluminada por uma luz monocromática amarela, enquanto a outra é iluminada por diversas luzes monocromáticas verdes e vermelhas. Solicita-se ao paciente que iguale as tonalidades dos dois campos visuais alterando a razão entre a intensidade das luzes vermelha e verde e modificando a intensidade da luz amarela. Através da comparação entre a tonalidade real e a visualizada pelo paciente é possível determinar qual o tipo e o grau do daltonismo.

Tratamento
Até o momento não existe um tratamento definitivo e específico. É possível usar algumas lentes de óculos com filtros de cor, conhecidas como lentes com filtros seletivos para uso medicinal, as quais ajudam a diminuir o desconforto e melhoram o contraste.

O que é Oftalmologia?

A Oftalmologia é o ramo da medicina que estuda e trata as doenças relacionadas com a visão e com os olhos e seus anexos.

O exame médico realizado pelo oftalmologista pode prevenir causas irreversíveis de cegueira como o glaucoma(dano ao nervo ótico provocado pelo aumento da pressão inta-ocular) e a retinopatia diabética.

A catarata, principal causa de cegueira reversível no mundo, também pode ser diagnosticada precocemente e tratada de maneira mais segura pelo método de facoemulsificação( ultrassom que “quebra” e aspira a catarata sem a necessidade de pontos cirúrgicos).

A oftalmologia tem várias sub-especialidades, entre elas a oftalmo-pediatria, a plástica ocular, doenças orbitárias, doenças das vias lacrimais, o estrabismo, o glaucoma, a cirurgia refrativa, retina, etc. Nas crianças, o exame oftalmológico é essencial para o diagnóstico dos erros de refração( miopia, astigmatismo e hipermetropia) pois estas dificilmente irão reclamar que estão com dificuldade de enxergar ou com visão borrada. Caso estes erros de refração não forem corrigidos durante a infância, poderão levar a dano visual permanente ( ambliopia ).

21 curiosidades IMPRESSIONANTES sobre os OLHOS

Enxergar bem é um verdadeiro privilégio. Cores, formas e texturas. Todas as imagens que temos do nosso mundo vieram a partir dos nossos olhos. E como queremos continuar passando pela vida com boas visões, é importante que saibamos muito bem: alguns detalhes, algumas verdades e alguns mitos sobre nossos olhos.

Para poder enxergar com nitidez, é importantíssimo que uma série de estruturas estejam em plena forma e funcionamento: córneas, cristalino, vítreo, retina, nervo óptico. Hoje, vou te mostrar 21 fatos que você provavelmente não sabia sobre os nossos olhos, a oftalmologia e a nossa visão. Vamos começar?

 

 

Colírios

1) O uso de colírios sem receita médica pode deixar uma pessoa cega

dicas colírio

Sim. E mesmo aqueles colírios que só servem para “limpar os olhos”. No dia-a-dia do consultório vemos de tudo. E sabemos também que infelizmente conseguimos comprar qualquer colírio sem receita médica. No entanto, o que a gente não sabe é que alguns colírios têm a capacidade de provocar danos irreversíveis para nossa visão.

O colírio nada mais é do que um medicamento em uma formulação de gotas, para aplicação diretamente onde precisa atuar (os olhos). No entanto, os colírios são também absorvidos pelos vasos sanguíneos e caem na circulação do nosso corpo. Isso é tão importante, que alguns colírios podem causar crises de asma, aumento da pressão arterial e alterações no ritmo de batida do coração.

Alguns compostos não foram fabricados para uso prolongado e, portanto, podem trazer sérios prejuízos para nossa visão. São colírios que possuem medicações anestésicas, antiinflamatórias ou mesmo antibióticos. O uso dessas substâncias deve ser orientado por um médico oftalmologista, que é o profissional que estudou para saber exatamente o que pode e o que não pode em cada caso.

 

 

Lentes e óticas

2) Lentes de contato não devem ser compradas em óticas

lente de contato comprar

Sim. A adaptação de lentes de contato é um procedimento médico. Pode parecer que uma lente de contato é algo muito simples, mas não é. Para começar, quando estão nos olhos, as lentes de contato repousam justamente sobre uma das estruturas mais nobres do nosso corpo: as nossas córneas.

Quando um oftalmologista opta por uma ou outra lente de contato, ele não define apenas qual o grau da lente. As lentes de contato possuem um diâmetro que pode ser maior ou menor, uma curvatura que pode ser maior ou menor, um material que pode ser mais ou menos permissivo à passagem do oxigênio.

 

Quando o olho é mais curvo, uma lente plana pode lesionar a córnea. O mesmo acontece com um olho mais plano, com uma lente muito curva. E aí? Qual opção de lente escolher? Obviamente, essa escolha deve ser feita por um médico, não por um farmacêutico ou óptico.

 

Quando o médico faz as avaliações para escolher por uma ou outra lente para um paciente, ele leva em consideração uma série de fatores: a ceratometria do paciente (que é a curvatura da córnea), o formato da córnea, o grau de hidratação necessário nas lentes, a presença de condições locais que possam impedir um ou outro tipo de lente de contato, os tipos de grau do paciente e a presença de doenças.

Essa escolha é muitas vezes um processo muito simples e automático para o médico oftalmologista, que até parece algo banal (e por isso outros profissionais acabam achando que também são aptos para realizar aquele procedimento). No entanto, foram no mínimo 9 anos de formação médica (6 anos de medicina, 3 em oftalmologia) para que o oftalmologista consiga fazer essa escolha de forma natural.

 

Infelizmente sabemos que é possível chegar em uma ótica, em qualquer lugar do Brasil, e comprar lentes de contato apenas mostrando a receita do óculos. Os riscos que o paciente assume quando age dessa maneira são extremamente relevantes: lentes mal adaptadas e mal cuidadas são a principal causa de uma grave doença dos olhos – a úlcera de córnea.

 

Veja a foto de um olho com a córnea sadia e normal:

 

olho humano

 

Agora, veja uma foto de uma úlcera de córnea:

 

úlcera córnea

 

Preciso dizer mais alguma coisa?

 

 

Lentes gelatinosas descartáveis

3) As lentes de contato gelationosas descartáveis possuem data de validade quando abertas

 

manual de uso lente de contato

 

Esse texto foi retirado do manual de uso da lente Biofinity, para servir apenas de exemplo.

É muito comum vermos por aí pacientes que usam as lentes gelatinosas de troca mensal por 2 ou 3 meses antes de jogá-las fora. Alguns esperam até as lentes começarem a “arranhar” para só então abrir um novo par.

Pense na lente gelatinosa como uma verdadeira gelatina. As bactérias adoram repousar e se entranhar em sua estrutura. Obviamente as lentes devem ser higienizadas diariamente, mas com o passar do tempo, a adesividade das bactérias aumenta, a capacidade da lente se livrar de sujeiras diminui e o problema começa a aparecer.

 

Quando você faz uma gelatina e a coloca na geladeira, se o fabricante diz que ela vence depois de uma semana, você é capaz de comê-la depois desse período? Provavelmente não, não é verdade? A mesma coisa funciona com a lente descartável. Uma vez que ela foi aberta, o período de validade é aquele que o fabricante determinou como seguro (geralmente, 30 dais). Portanto, usar uma lente por um período maior é procurar problema.

 

O tratamento correto com lentes de contato não é barato. Reduzir os custos do tratamento estendendo o período de uso das lentes é simplesmente a pior coisa que você pode fazer para seus olhos. Nesse caso, prefira uma lente rígida (com validade que por vezes chega a 5 anos) ou uma lente gelatinosa de troca anual.

 

 

Exame de vista

4) O exame oftalmológico deve ser realizado em todas as idades e regularmente

 

exame oftalmológico crianças

 

Crianças devem fazer exame oftalmológico de forma regular desde o nascimento. Adolescentes e adultos também. Idosos… também!

As crianças pequenas apresentam uma visão que não é definitiva e precisam ser acompanhadas por oftalmologista para que alterações sejam percebidas ainda em tempo hábil para tratamento.

 

Além disso, existem doenças que podem acometer os olhos e levar à perda de visão de forma irreversível… em todas as idades! Geralmente, quando pensamos em doenças dos olhos, pensamos em catarata, glaucoma e outras alterações que pensamos que só acometem pessoas de mais idade. Mas o que não sabemos é que tanto essas quanto outras doenças podem também acontecer em crianças, adolescentes e adultos jovens. Inclusive, existem uma série de doenças que são mais comuns em jovens: ceratocone, retinoblastoma (uma forma de câncer de retina, mais comum em crianças) e outras.

Por isso, a consulta oftalmológica deve ser realizada em todas as idades e com a frequência estipulada pelo médico (geralmente, de forma anual). Essa é a maneira mais eficaz de prevenir doenças mais sérias e preservar a visão.

 

 

Óculos

5) Usar óculos não enfraquece a visão

 

oftalmologista

 

O óculos adequado não faz a visão piorar. Também não nos faz enxergar menos. O que acontece é que muitas vezes somos tão acostumados com uma visão ruim que quando começamos a usar os óculos é que passamos a notar essa diferença. Antes dos óculos, a visão embaçada não incomodava porque não sabíamos como era uma visão nítida. Mas o embaçamento é exatamente o mesmo.

Os óculos não fazem a visão ficar pior quando o tiramos. Quando a gente acostuma com uma coisa boa, ficar sem ela é muito mais complicado.

 

 

Televisão e visão

6) Ver televisão de perto não faz mal para os olhos (não faz aparecer grau)

 

óculos televisão

 

Crianças gostam de ver televisão de perto porque a imagem fica mais nítida, maior e é mais fácil prestar atenção. Obviamente, toda criança que persistentemente prefere assentar mais próximo para ver a imagem deve ser examinada. Mas para uma criança (ou adolescente, adulto…) com a visão normal (com ou sem uso de óculos), assentar perto da TV não traz nenhum prejuízo para a visão. O grau aparece por uma série de fatores, em sua maior parte genéticos – não é ficar perto da tela da televisão que vai fazer o grau se desenvolver.

Mas sejamos sensatos: a distância adequada é aquela que permite um conforto e visão ampla de toda a tela, sem precisar mexer muito o pescoço para enxergar toda a tela. Inclusive, para cada tamanho de TV é indicado uma distância ideal de conforto (você pode pesquisar isso diretamente no site do fabricante da sua televisão).

 

 

Olho vermelho

7) Se os olhos estão vermelhos, um oftalmologista deve ser consultado

 

olho vermelho

 

Olhos vermelhos são sinais de que alguma coisa não está legal. Não estou dizendo aqui daquele olho vermelho que acontece só de vez em quando, após uma noite mal dormida ou exposição a poluição. Estou dizendo do olho que fica vermelho “do nada” e assim continua. Às vezes, pode vir acompanhado de dor, incômodo ao mexer os olhos, baixa de visão… e nesses casos não preciso nem de dizer que é preciso procurar um oftalmologista com urgência, não é mesmo?

Mas vamos voltar ao nosso olho vermelho. Uma série de doenças podem cursar com olhos vermelhos (sim… e não apenas a conjuntivite!). Desde coisas simples e sem impacto na visão até doenças mais complicadas e com grande impacto visual. Vou te mostrar algumas doenças que podem começar como um olho vermelho, aparentemente sem grandes complicações, como esse logo ali em cima. Veja novamente a imagem acima.

 

Agora… Veja o que esse simples olho vermelho pode estar camuflando, em grande aumento:

  • Ceratites: inflamações da córnea, que podem acontecer por causa de ataques por vírus, bactérias, fungos, processos auto-imunes e simplesmente inflamatórios. Podem evoluir até para perfuração da córnea, em casos mais graves.

 

ceratite úlcera córnea

 

  • Uveítes: inflamação da úvea (íris, corpo ciliar e coróide: e se você não lembra quem eles são, veja nesse artigo aqui). Pode ter causas variadas, que vão desde infecções até processos auto-imunes, doenças reumáticas, Tuberculose, sarcoidose, toxoplasmose e uma série de outras doenças de difícil diagnóstico e tratamento

 

uveíte anterior

 

Veja essa foto aqui embaixo. Aparentemente um olho pouco vermelho, sem grande importância, não é mesmo?

 

pus no olho

 

Agora, preste bastante atenção àquela parte de baixo, em frente à íris (parte colorida do olho). Repare que existe uma região como topo mais reto, dentro do olho, de cor branco-amarelada. Viu? Pois então… Aquilo chama-se hipópio (pus na câmara anterior do olho). Trata-se de um quadro de uveíte que precisa ser acompanhado de perto e pode representar grande problema para o olho.

 

  • Esclerites e Episclerites: inflamações da parede ocular que podem ser graves e debilitantes. Podem ocorrer por processos infecciosos e também auto-imununes

 

episclerite

 

  • Glaucoma agudo: uma condição muito grave, que pode arruinar a visão em poucas horas. Acontece quando ocorre um bloqueio no processo de filtragem do líquido que existe dentro do olho, elevando a pressão ocular para cifras bem elevadas (por vezes chega a 50, 60 mmHg de pressão)

 

Portanto, olho vermelho que não melhora ou quando está associado a outros sintomas (dor, baixa de visão, incômodo, cefaléia…) sempre deve ser examinado por um oftalmologista!

 

 

Grau de óculos

8) Usar óculos não faz o grau diminuir

 

óculos

 

Essa é a mais pura verdade. O grau vai fazer o que ele está pré-determinado a fazer, independentemente do uso do óculos. Existem muitos fatores que implicam nas alterações do grau, que envolvem desde questões genéticas, nutricionais a condições individuais… mas o uso do óculos não está entre elas.

Portanto, devemos usar o óculos para melhorar a visão e para evitar problemas mais sérios, dependendo da idade e da situação… mas não é o uso adequado dos óculos que vão fazer o grau diminuir (e nada também vai… remédios caseiros, plantas medicinais e etc)

 

 

Remédios caseiros

9) Fórmulas caseiras (leite, planta, caldo, etc) não devem ser usadas nos olhos

 

remédio caseiro para olho

 

O olho é uma estrutura muito sensível e particularmente desprotegida contra esses tipos de atentados terroristas à sua integridade física. Se existe um motivo para se usar essas substâncias, é porque detectou-se algum problema. Um olho com problema precisa de um diagnóstico e de um tratamento adequado, e não fórmulas milagrosas que não funcionam. Sim: não funcionam. Se o olho melhorou com o uso dessas substâncias, ajoelhe e reze. Foi uma enorme coincidência e olho melhorou APESAR da substância.

 

Essas fórmulas, para início de conversa, estão cheias de bactérias e microorganismos, pois não foram preparadas para serem instiladas nos olhos. Além disso, podem ser mais ácidas ou alcalinas em relação ao pH do olho. Ainda, contém substâncias que não tem um efeito previsível e reprodutível.

É claro que a ciência descobre coisas novas a cada dia, mas, enquanto não temos nenhuma comprovação, é melhor usarmos o que está do nosso lado: conhecimento. Sendo assim, nunca use substâncias nos olhos que não foram prescritas por um oftalmologista.

 

 

Doenças silenciosas

10) Existem doenças que causam cegueira e podem evoluir sem nenhum sintoma

 

doença silenciosa glaucoma

 

Sim, elas existem. E como exemplo mais clássico, vou citar o glaucoma. O glaucoma é uma doença do nervo óptico que é causada, na maioria das vezes, pela elevação da pressão intra-ocular. E ao contrário do que você pensa, a pressão ocular quando está em níveis elevados (mas não tanto – digamos 20 a 30 mmHg) pode não causar ABSOLUTAMENTE nenhum sintoma.

A elevação da pressão, quando persistente, pode danificar de forma irreversível o nervo óptico. Muitas vezes, quando o paciente percebe a alteração, a visão já atingiu um déficit importante e o tratamento pode não ser mais eficaz.

 

Além do glaucoma, podemos citar a rotura da retina. Muitas vezes, a retina pode se romper em sua região periférica e lá permanecer por alguns meses a anos, sem causar nenhum sintoma. Eventualmente, essa ruptura pode resolver evoluir e permitir a passagem de líquido para seu interior, descolando toda a retina. Nesses casos, a visão diminui de uma hora para outra (mas a rotura poderia ter sido diagnosticada em um exame de rotina).

Esses foram apenas 2 exemplos que mostram a importância de realizar consultas oftalmológicas rotineiras, antes dos problemas aparecerem. Muitas vezes, esperamos muito e acabamos com danos irreversíveis à nossa visão.

 

 

Doenças sistêmicas

11) O olho também é acometido por doenças sistêmicas

 

O olho não é apenas um local que está susceptível a doenças locais e aos vários tipos de grau. Ele é um órgão do corpo humano e compartilha com os outros órgãos um mesmo sistema circulatório, nervoso, humoral, etc. Assim sendo, diversas doenças podem acometer também a integridade da nossa visão. Como exemplo, cito essas duas doenças:

  • Hipertensão arterial: pode levar a obstruções vasculares, sangramentos e uma série de outras complicações para os olhos. Veja a imagem abaixo

 

retinopatia hipertensiva

 

  • Diabetes: uma das doenças com maior risco de acometimento ocular, pode causar microaneurismas, hemorragias, vazamento de líquido e morte de regiões da retina.

 

retinopatia diabética

 

Além delas, uma infinidade de outras doenças também podem acometer os olhos. Como regra geral, todo paciente com alterações sistêmicas devem fazer controle oftalmológico regular.

 

 

Olho saudável

12) Enxergar bem não significa que o olho é saudável

 

Algumas doenças causam graves alterações oculares, mantendo a capacidade de enxergar ainda intacta até suas fases mais avançadas. Podemos mencionar novamente o glaucoma, que acomete a visão periférica muito antes de atingir a parte central.

Além dele, uma série de outras patologias podem acometer regiões pouco importantes para a visão central, mas de grande importância para a saúde ocular. Por esse motivo, usar a desculpa “Minha visão é ótima! Enxergo até letra de bula sem óculos!” para não ir ao oftalmologista regularmente é uma grande furada.

 

 

Ler em movimento

13) Ler no ônibus não prejudica a visão

 

ler em movimento no ônibus

 

Quando estamos olhando para um objeto que está a uma longa distância de nossos olhos, a musculatura ocular está completamente relaxada. Quando trazemos o foco para perto, é importante que a musculatura ciliar contraia para que consigamos enxergar de perto (dependendo do grau da miopia, não é inclusive necessário contrair a musculatura para essa visão nítida de perto). Esse processo não se altera se estamos parados ou em movimento, seja em um carro ou ônibus.

Algumas pessoas apresentam um grande desconforto quando tentam fazer atividades para perto nessas condições, e isso não é uma regra para todos, tampouco prejudica a visão. É uma condição denominada cinetose, que pode provocar tonturas e mal-estar. Portanto, ler no ônibus, se não incomoda uma determinada pessoa, não traz nenhum prejuízo para a visão.

 

 

Coçar os olhos

14) Coçar e esfregar os olhos podem trazer sérios problemas

 

coçar esfregar os olhos

 

O aparecimento de algumas doenças oculares estão relacionadas ao microtrauma produzido pelo processo de coçar e esfregar os olhos.

A doença mais relacionada a esse processo é o ceratocone, uma alteração da córnea muito comum em pacientes alérgicos, que coçam muito os olhos. Com o trauma repetido causado pelo ato de esfregar os olhos, a córnea tem sua estrutura um pouco enfraquecida, o que ocasiona uma mudança em sua forma. Como vimos nos artigos sobre anatomia e visão, a córnea é uma importante lente que serve para focar os raios de luz na nossa retina. Quando ocorrem mudanças da forma corneana (de forma irregular, no ceratocone), a visão fica embaçada, e muitas vezes não resolve nem mesmo com uso de óculos. Dependendo do grau e dos impactos sobre a visão, a correção do ceratocone pode envolver cirurgias e inclusive o transplante da córnea.

Além disso, quando de forma mais intensa, o próprio ato de esfregar os olhos pode ocasionar o descolamento da retina, uma condição grave que põe em sério risco a visão.

 

 

Dor de cabeça

15) Dor de cabeça não significa necessariamente problema de visão

 

dor de cabeça óculos

 

As ametropias (ou “tipos de grau”, como você preferir), em sua maior parte, não causam cefaléia.

 

Alguns graus não corrigidos podem sim causar esse tipo de sintoma: é comum vermos pacientes com hipermetropia ou mesmo baixos graus de astigmatismo com cefaléia, principalmente quando realizam atividades que demandam mais atenção, por muito tempo. Ao contrário do que muitos pensam, graus mais altos não necessariamente causam esse tipo de sintoma (e não podemos dizer que “quanto maior o grau, mais dor de cabeça”).

No entanto, aquela dor de cabeça mais forte, que incomoda com grande frequência, merece sim uma avaliação mais pormenorizada. Para esses casos, é bom descartar alterações oftalmológicas, mas o mais comum é a presença de alterações neurológicas, que devem ser investigadas.

 

 

Desenvolvimento

16) A nossa visão se desenvolve até por volta dos 8 a 9 anos

 

oftalmologista exame de vista

 

O desenvolvimento das estruturas oculares é um processo que tem início quando ainda somos um pequeno embrião, no útero de nossas mães, e só termina lá por volta dos 8 a 9 anos. Quando nascemos, a visão ainda está longe de ser aquela definitiva, que teremos quando adulto.

No início, o bebê recém nascido mal consegue enxergar vultos. Com o tempo, começa a reconhecer padrões, como o rosto dos pais. Nessa fase, a visão melhora com uma grande velocidade, atingindo um nível praticamente normal até o final do primeiro ano de vida. No entanto, algumas estruturas continuam em desenvolvimento até os 8 a 9 anos. A nossa fóvea, região central da retina, apresenta evoluções até por volta dessa época, quando a retina se amadurece passa a ter uma visão mais definitiva.

 

Quando a criança, com visão ainda em desenvolvimento, é privada de uma visão normal (seja pela presença de um alto grau, gerando embaçamento, seja pela presença de doenças), aquele olho pode ter o seu desenvolvimento visual final comprometido. Quando isso acontece, temos um sério problema: a ambliopia, que muitos conhecem como vista preguiçosa. Nessas situações, os olhos que não apresentam um desenvolvimento normal até essa idade, não mais conseguem melhorar a visão para os níveis normais.

As principais causas de problema de desenvolvimento da visão incluem uma diferença de graus entre os dois olhos, graus mais altos, estrabismo e outras doenças oculares. Por isso é importante que toda criança seja acompanhada por um oftalmologista desde cedo. Deixar para realizar a primeira consulta apenas quando começam as queixas é uma verdadeira loteria – muitas vezes já passou o tempo ideal para resolver o problema.

 

 

Lentes e vista cansada

17) Pessoas com mais de 40 anos podem usar lentes de contato

 

óculos vista cansada

 

É muito comum ouvirmos por aí que pessoas com vista cansada (presbiopia), não podem usar lentes. Felizmente isso já não é tão verdade há muito tempo. Possuímos lentes de contato para as mais diversas situações, incluindo lentes de contato multifocais e próprias para situações de olho seco e outras alterações.

As técnicas de adaptação de lentes de contato são variadas e devem ser avaliadas caso a caso. É possível usar lentes para longe e um óculos apenas para leitura; é possível usar em um olho uma lente para longe e no outro, uma para perto; é possível usar lentes para longe e perto (multifocais) nos dois olhos; dependendo da situação, é possível usar apenas uma lente (apenas em um dos olhos), melhorando a visão de perto ou de longe… Enfim… As possibilidades são muitas. Converse com seu oftalmologista e descubra qual a melhor opção para o seu caso.

 

 

Glaucoma: vilão silencioso

18) O glaucoma, na maior parte das vezes, não dá nenhum sintoma

 

glaucoma deixa cego sintomas

 

Uma enorme verdade. A pressão ocular, quando elevada cronicamente, na enorme maioria das vezes, não causa nenhum sintoma – essa é a forma mais comum de glaucoma (glaucoma primário de ângulo aberto).

Apenas em casos de aumento agudo da pressão, para valores maiores que 30 a 40 mmHg, ocorrem esses sintomas (geralmente ocorre nos casos de glaucoma agudo, um caso muito específico em que há bloqueio da filtragem do líquido intra-ocular).

 

Portanto, o glaucoma pode ser considerado como um grande vilão silencioso. Ele é um dos grandes responsáveis pela cegueira e, quando controlado em tempo hábil, pode não chegar nesses níveis. Assim sendo, recomendamos avaliação periódica para todas as pessoas, para diagnóstico precoce do glaucoma e de uma série de outras alterações oculares que também sãoo silenciosas.

 

 

Grau e visão

19) Uma pessoa com 10 graus pode enxergar melhor do que uma pessoa com 1 grau

 

óculos de grau

 

Sim, não está errado o que você está lendo. A medida do grau se refere ao valor da lente que é necessária para deixar a visão focada. Algumas pessoas precisam de mais grau para ter a visão focada e outras menos. No entanto, quando a visão está focada, mesmo uma pessoa com mais grau pode ter uma visão melhor do que uma com menos grau. Para avaliar a visão, pedimos para o paciente fazer a leitura de letras cada vez menores, em uma distância e tamanhos padronizados.

 

Como exemplo, cito uma pessoa que teve ambliopia (vista cansada), devido a estrabismo. Ela pode apresentar déficit de visão nos dois lados, mesmo sem grau. Suponhamos que o estrabismo tenha sido corrigido após o período de término de desenvolvimento da visão, deixando a visão reduzida de forma definitiva. Mesmo com um pequeno grau, essa pessoa pode não ter uma boa visão.

Agora, vejamos um caso típico de um míope, com cerca de 5 a 6 graus. Com os óculos (ou lente, ou após cirurgia refrativa a laser para reduzir o grau), pode conseguir ler letras muito menores do que aquele nosso primeiro paciente, do parágrafo acima. Portanto, grau alto não significa visão ruim – e o contrário também é verdade (visão ruim não significa grau alto).

 

 

Preciso de óculos?

20) Nem todo grau precisa ser corrigido com óculos

 

óculos necessidade indicação

 

Verdade. Como dissemos anteriormente, o uso ou não do óculos não interfere na evolução do grau. Assim sendo, existem graus que não necessitam de correção: aqueles graus que não incomodam ou causam sintomas nos pacientes, que não atrapalham muito a visão e que podem ser compensados tranquilamente pela própria musculatura ocular – principalmente em pessoas que não têm uma grande exigência visual nas atividades do dia-a-dia. E isso vale para todos os tipos de grau: miopia, astigmatismo, hipermetropia.

Mas não pense que, se sua visão está embaçada e você não está vendo problemas nisso, não precisa de óculos. Alguns graus pequenos, quando acompanhados de algumas alterações oculares, precisam do uso de óculos como forma de tratamento. Outras muitas vezes, achamos que a visão está embaçada pela presença de graus, mas muitas doenças podem levar ao embaçamento e não serem causadas pela presença de grau. Logo, todos precisam ser acompanhados por oftalmologistas e a decisão pelo uso ou não dos óculos deve ser feita em conjunto com seu médico, que é a única pessoa capaz de dizer que, para a sua situação específica, ficar sem os óculos não lhe causará problemas.

 

 

Lentes rígidas

21) As lentes rígidas são mais seguras do que as lentes gelatinosas

 

lente rígida

 

Apesar da grande evolução que vemos na tecnologia, formatos e materiais das lentes nos últimos anos, as lentes rígidas ainda são preferidas pela maior parte dos médicos como forma de evitar infecções. As lentes rígidas estão associadas a uma redução significativa da infecção ocular, principalmente em suas formas mais graves, como úlceras de córnea.

Além da maior facilidade de manutenção e cuidado com as lentes, as lentes rígidas são também mais indicadas para resolver alguns problemas mais complicados, como é o caso do ceratocone, altos graus de astigmatismo ou distorções na superfície da córnea. No entanto, nem tudo são flores. As lentes rígidas, mesmo com materiais mais atuais e tecnologia cada vez mais avançada, ainda incomodam mais os olhos do que as lentes gelatinosas.

Portanto, quando um médico opta por um ou outro tipo de lente para um determinado paciente, ele leva em consideração todos esses fatores. Por isso a adaptação de lentes de contato é um ato médico (e deve ser feito em consultório, não na ótica).

Conheça de que formas o cigarro afeta sua visão

Muitos dos malefícios do cigarro já são conhecidos e amplamente divulgados, porém, é importante ressaltar as consequências que o uso do cigarro traz para a visão.

Ao fumar, centenas de substâncias tóxicas são lançadas para dentro do nosso organismo, chegam até os pulmões, percorrem as correntes sanguíneas e assim afetam o funcionamento de todo o sistema, incluindo os olhos, uma das áreas mais sensíveis de nosso corpo. E uma das primeiras doenças oculares que normalmente surgem em fumantes é a catarata, causada pela opacificação da lente natural do olho – cientificamente chamado de cristalino, que inclusive já falamos aqui no blog.

Alguns de seus sintomas são: diplopia (quando uma pessoa vê duas imagens onde deveria ver apenas uma), diminuição da percepção das cores e perda da visão noturna. Em pessoas fumantes, há uma incidência 40% maior desses problemas, pois o tabaco é responsável exatamente pela diminuição da irrigação do globo ocular.

Mas não para por aí

Fumantes podem ter problemas com a visão mesmo depois de 15 a 20 anos após parar de fumar. A fumaça do cigarro é um irritante que piora os sintomas de olho seco e o tabaco afeta a circulação sanguínea, diminui a quantidade de antioxidantes no sangue e prejudica a visão podendo chegar a degeneração macular e da retina, levando à perda da visão central e podendo resultar em cegueira.

Os primeiros quadros desse problema são: fotossensibilidade, visão desfocada, alteração na percepção de linhas e alteração nos sentidos de distâncias e alturas. Quando esta patologia avança, existe uma perda completa da visão e a cegueira.

Além de prejudicar o interior dos olhos, fumar afeta também o cristalino externo, dando uma aparência amarelada e provocando o surgimento de “bolsas” escuras nas pálpebras, estas causadas também pela perda de qualidade do sono e acúmulo de substâncias tóxicas. O tabaco danifica a transparência do globo ocular e olhos amarelados refletem também problemas causados pelo cigarro no pâncreas e fígado.

Ceratocone – Sintomas, causas, diagnóstico e tratamento

Ceratocone (do Grego: kerato– chifre, córnea; e konos cone), é uma doença não-inflamatória progressiva do olho na qual mudanças estruturais na córnea (que alteram sua biomecânica – resistência e elasticidade) a tornam mais fina e modificam sua curvatura normal (praticamente esférica) para um formato mais cônico.

Em outras palavras, a ceratocone é uma doença ocular que provoca a mudança de forma da córnea. É uma desordem ocular não-inflamatória e auto-limitada caracterizada pelo afinamento progressivo da parte central da córnea.

Necessita ser acompanhada com muita atenção, pois é uma doença progressiva. Geralmente se desenvolve na puberdade (em média, por volta dos 16 anos de idade) e é percebida com o aumento do astigmatismo, mas também pode ser de causa genética.

Raramente desenvolve-se após os 30 anos de idade. Afeta homens e mulheres em igual proporção e na grande maioria dos casos afeta os dois olhos.

Na ceratocone, a córnea assume uma forma de cone, por isso, o nome, o que acarreta na percepção de imagens distorcidas. O principal sintoma dessa doença é a diminuição da visão.

Causas

As causas para a ceratocone podem estar relacionadas a mudanças físicas, bioquímicas e moleculares no tecido corneano. Porém, nenhuma teoria deu conta de elucidar os achados clínicos e as associações oculares e não-oculares relacionadas ao ceratocone.

O diagnóstico definitivo é feito com base nas características clínicas e com exames objetivos como a topografia corneana. A evolução da ceratocone é quase sempre progressiva com aumento do astigmatismo, mas pode estacionar em determinados casos.

Sintomas

– Visão borrada de perto e de longe
– Dores de cabeça
– Coceira nos olhos
– Fotofobia

Ao sentir qualquer sintoma, é fundamental consultar-se com seu médico o quanto antes para obter uma diagnóstico preciso.

Quando o diagnóstico foi ceratocone, há diversas opções de tratamento, todos com o objetivo de melhorar e proporcionar uma boa visão ao paciente. Mais uma vez, o diagnóstico tem um papel importantíssimo, visto que a ceratocone é uma doença progressiva.

Tratamentos

Nos casos leves, o uso de óculos pode ser suficiente e nos moderados é indicado o uso de lentes de contato para corrigir o problema.

A indicação varia ainda de acordo com a severidade da doença. Na sua fase inicial, a ceratocone apresenta-se como um astigmatismo irregular levando o paciente a trocar o grau de astigmatismo com muita frequência.

– Óculos: o uso de óculos é indicado no estágio principal da doença.

– Lentes de contato: quando o uso de óculos não for suficiente para oferecer uma boa visão, as lentes de contato são indicadas. As lentes usadas são rígidas.

– Cirurgia: em casos mais graves, a cirurgia é indicada e consiste no implante de anéis que remodelam a curvatura da córnea, para que ela mantenha uma forma mais natural e arredondada.

Em muitos casos, realiza-se a ceratoplastia (modificação do formato da córnea) e, em casos mais avançados, são indicados o transplante de córnea.

Procure consultar seu oftalmologista com frequência.

Importante: Todas as informações contidas nesta página têm caráter informativo e educacional. Nenhuma providência deverá ser tomada sem consultar o seu oftalmologista, pois somente ele está habilitado para praticar o ato médico, conforme recomendação do Conselho Federal de Medicina.

Oftalmologista dá dicas de cuidados com a saúde dos olhos no verão

Faltam poucos dias para o começo do verão e, com os dias mais quentes e maior exposição ao sol, os cuidados com a saúde, principalmente com os olhos, devem aumentar. Os raios ultravioleta (UVB) estão mais agressivos nesta época do ano, quando os riscos de queimaduras, irritações na córnea e doenças infecciosas também são maiores.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Marcus Sáfady, a exposição prolongada aos raios solares sem proteção adequada pode acarretar a ceratite actínica e o pterígio.

— A ceratite actínica é uma inflamação na córnea, que costuma ocorrer em pacientes expostos de seis a 12 horas ao sol. Os sintomas são vermelhidão, dor na região e sensação de areia. O tratamento é feito com aplicação de soro fisiológico.

Já o pterígio, alteração na membrana que recobre o olho, é resultado de anos de exposição ao sol e à poeira. A doença é caracterizada pelo crescimento de uma massa vermelha na direção da córnea, causando desconforto.

— Com os sintomas, deve-se procurar um oftalmologista para indicação de colírio adequado e, nos casos mais graves, do procedimento cirúrgico — salientou Sáfady.

Para evitar problemas com os olhos, o oftalmologista recomenda uso de bonés e óculos escuros de qualidade, com proteção contra radiação UVA e UVB, que em excesso podem causar danos irreversíveis.

— O filtro UV protege a visão dos raios solares. As lentes escuras de qualidade duvidosa são ainda mais perigosas, pois, ao utilizá-las, a pupila dilata, permitindo a entrada de uma quantidade maior de radiação. O uso prolongado dessas lentes pode causar catarata — alertou.

A conjuntivite também é bastante comum no verão, pois a bactéria transmissora prolifera principalmente em altas temperaturas. A inflamação, que tem os mesmos sintomas da ceratite actínica, é contagiosa e causada pela água do mar contaminada, excesso ou falta de cloro na em piscinas. O tratamento é realizado com aplicação de água filtrada ou soro fisiológico. Recomenda-se evitar locais com alta concentração de pessoas.

De acordo com Sáfady, qualquer tratamento deve ser prescrito por um oftalmologista. Medicamentos como pomadas e colírios não devem ser utilizados sem prescrição médica.

5 dicas para você cuidar bem de suas vistas

Apreciar todos os detalhes de uma paisagem, ler um livro com comodidade, trabalhar com nosso computador sem que os olhos se escureçam. A visão é algo essencial em nosso dia a dia e precisamos mantê-la em boas condições ao longo do tempo.

Por isso, é imprescindível conhecer algumas dicas simples para cuidar desse sentido que te permite apreciar o mundo em toda a sua beleza.

Dicas para cuidar de suas vistas

Talvez você tenha passado por essa situação alguma vez: chegou em casa e notou que seus olhos coçavam. Eles coçaram, você averiguou no espelho e pareceram inflamados, cansados.

Bom, a realidade é que só nos lembramos de nossas vistas quando elas nos dão algum sinal de que algo está errado, quando começamos a sentir sintomas de advertência que demonstram que algo está acontecendo ali.

É preciso que nos lembremos, nossos olhos requerem cuidados diários, e isso não pode passar despercebido.

1. Preste atenção ao que come

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Claro que isso não quer dizer que tenhamos que comer 5 cenouras por dia. Obviamente não. A ideia aqui é manter uma alimentação adequada e balanceada, onde as vitaminas imprescindíveis pra mantermos uma visão saudável estejam incluídas.

Segundo especialistas, as vitaminas A e C, bem como o magnésio, são básicos para cuidar da saúde dos olhos. A vitamina A, por exemplo, permite que as células de nossa visão trabalhem de maneira mais saudável, mantendo-se fortes e saudáveis.

2. Proteja-se no sol, seja no verão ou no inverno

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Talvez você seja uma daquelas pessoas que amam usar óculos de sol. Mas, você os usa apenas no verão? Os escolhe só por uma questão de moda e gosto? Então é preciso saber que, as radiações solares danificam seriamente nossos olhos, retina, e podem inclusive causam catarata.

É imprescindível escolher os óculos de sol corretamente, observar seu selo de qualidade e o tipo de lente que possuem, e ter a certeza de que elas são ideais para trabalharem como barreiras contra os raios ultravioleta.

Assim, não se limite apenas ao sentido estético desse adereço, mas cuide para que sempre se ajustem ao seu rosto, não sejam muito abertos dos lados para que o sol não passe. Olhe se te caem bem na região do nariz e se você se sente cômodo(a) com eles.

Os óculos de sol não são apenas para o verão, absolutamente. Lembre-se que é importante tê-los a postos durante todo o ano (e isso inclui as crianças também). Crianças menores de 12 anos ainda estão desenvolvendo seu sistema de proteção e os raios solares impactam diretamente sobre sua retina, com uma intensidade maior.

3. Cuidado com o uso do computador!

computador

Como viver longe dos computadores, tablets ou smartphones? Atualmente é quase impossível, mas note, é QUASE. A verdade é que dosar o uso dessas ferramentas é possível, o que é impossível é não sofrer com uma inflamação ou uma irritação ocular em algum momento, caso o uso não seja controlado.

É imprescindível nos lembrarmos, por exemplo, que a televisão geralmente é assistida a uma distância mínima de dois metros. No caso do computador é ideal manter uma distância de 50 centímetros, e claro, uma distancia linear, assim os olhos não se acomodam tanto.

Também é bom recordar da técnica o 20/20, onde para cada 20 minutos que passamos em frente ao computador, descansamos a vista por 20 segundos.Como? Muito fácil, basta deixarmos a vista no horizonte, sem fixá-la em nada concreto, apenas no vazio. Assim, conseguiremos relaxá-la.

Para aqueles que costumam trabalhar ou utilizar o computador no escuro, à noite, é importante saber que é possível que estejam cometendo um grande erro! Quando assistimos a tv ou usamos o computador com as luzes apagadas ativamos partes diferentes dos olhos: o centro da retina é ativado para perceber a luz e, por sua vez, a periferia da retina é ativada com a escuridão. O que acontece então? A pupila se dilata e os olhos recebem mais luz do que precisamos de fato. Assim, nossa visão se debilita pouco a pouco. Lembrem-se disso!

4. Você se preocupa com a hidratação dos olhos?

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Nossos olhos, assim como nossa pele, precisam da umidade certa para manter seu equilíbrio. Por isso, é necessário umidificá-los de vez em quando, e ainda mais, aqueles que costumam apresentar certa sensibilidade nos olhos ou senti-los secos devem se atentar a esse cuidado. Não custa nada levar um colírio receitado por um oftalmologista na bolsa, para manter os olhos sempre bem hidratados.

5. Exames regulares

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Não é nada demais consultar um oftalmologista pelo menos uma vez por ano. Em algumas ocasiões podemos apresentar problemas, como uma lesão ou algo do que não somos conscientes e que, pouco a pouco, danifica nossa visão.

Para aqueles que usam óculos, a dica mais básica é que revisem periodicamente a graduação das lentes para se assegurar de que o problema, seja ele qual for, como uma miopia, por exemplo, não tenha avançado.

Também sabemos que a partir de certa idade é habitual perdermos a acurácia visual, assim, ler de perto pode se tornar mais custoso, por exemplo… logo, ao invés de procurarmos óculos inadequados em outros lugares pelo fato de serem mais “baratos”, o mais adequado, sempre, será procurar por um profissional que nos ofereça o diagnóstico exato, bem como nos indique o produto que verdadeiramente precisamos e que cuidará de nossa visão.

Uma vez que foram lidas essas dicas simples, basta colocá-las em prática no dia a dia, e ensiná-las também às crianças que nos rodeiam para que criem bons hábitos desde pequenos.