Oftalmologia (Page 11)

O que é Oftalmologia?

A Oftalmologia é o ramo da medicina que estuda e trata as doenças relacionadas com a visão e com os olhos e seus anexos.

O exame médico realizado pelo oftalmologista pode prevenir causas irreversíveis de cegueira como o glaucoma(dano ao nervo ótico provocado pelo aumento da pressão inta-ocular) e a retinopatia diabética.

A catarata, principal causa de cegueira reversível no mundo, também pode ser diagnosticada precocemente e tratada de maneira mais segura pelo método de facoemulsificação( ultrassom que “quebra” e aspira a catarata sem a necessidade de pontos cirúrgicos).

A oftalmologia tem várias sub-especialidades, entre elas a oftalmo-pediatria, a plástica ocular, doenças orbitárias, doenças das vias lacrimais, o estrabismo, o glaucoma, a cirurgia refrativa, retina, etc. Nas crianças, o exame oftalmológico é essencial para o diagnóstico dos erros de refração( miopia, astigmatismo e hipermetropia) pois estas dificilmente irão reclamar que estão com dificuldade de enxergar ou com visão borrada. Caso estes erros de refração não forem corrigidos durante a infância, poderão levar a dano visual permanente ( ambliopia ).

21 curiosidades IMPRESSIONANTES sobre os OLHOS

Enxergar bem é um verdadeiro privilégio. Cores, formas e texturas. Todas as imagens que temos do nosso mundo vieram a partir dos nossos olhos. E como queremos continuar passando pela vida com boas visões, é importante que saibamos muito bem: alguns detalhes, algumas verdades e alguns mitos sobre nossos olhos.

Para poder enxergar com nitidez, é importantíssimo que uma série de estruturas estejam em plena forma e funcionamento: córneas, cristalino, vítreo, retina, nervo óptico. Hoje, vou te mostrar 21 fatos que você provavelmente não sabia sobre os nossos olhos, a oftalmologia e a nossa visão. Vamos começar?

 

 

Colírios

1) O uso de colírios sem receita médica pode deixar uma pessoa cega

dicas colírio

Sim. E mesmo aqueles colírios que só servem para “limpar os olhos”. No dia-a-dia do consultório vemos de tudo. E sabemos também que infelizmente conseguimos comprar qualquer colírio sem receita médica. No entanto, o que a gente não sabe é que alguns colírios têm a capacidade de provocar danos irreversíveis para nossa visão.

O colírio nada mais é do que um medicamento em uma formulação de gotas, para aplicação diretamente onde precisa atuar (os olhos). No entanto, os colírios são também absorvidos pelos vasos sanguíneos e caem na circulação do nosso corpo. Isso é tão importante, que alguns colírios podem causar crises de asma, aumento da pressão arterial e alterações no ritmo de batida do coração.

Alguns compostos não foram fabricados para uso prolongado e, portanto, podem trazer sérios prejuízos para nossa visão. São colírios que possuem medicações anestésicas, antiinflamatórias ou mesmo antibióticos. O uso dessas substâncias deve ser orientado por um médico oftalmologista, que é o profissional que estudou para saber exatamente o que pode e o que não pode em cada caso.

 

 

Lentes e óticas

2) Lentes de contato não devem ser compradas em óticas

lente de contato comprar

Sim. A adaptação de lentes de contato é um procedimento médico. Pode parecer que uma lente de contato é algo muito simples, mas não é. Para começar, quando estão nos olhos, as lentes de contato repousam justamente sobre uma das estruturas mais nobres do nosso corpo: as nossas córneas.

Quando um oftalmologista opta por uma ou outra lente de contato, ele não define apenas qual o grau da lente. As lentes de contato possuem um diâmetro que pode ser maior ou menor, uma curvatura que pode ser maior ou menor, um material que pode ser mais ou menos permissivo à passagem do oxigênio.

 

Quando o olho é mais curvo, uma lente plana pode lesionar a córnea. O mesmo acontece com um olho mais plano, com uma lente muito curva. E aí? Qual opção de lente escolher? Obviamente, essa escolha deve ser feita por um médico, não por um farmacêutico ou óptico.

 

Quando o médico faz as avaliações para escolher por uma ou outra lente para um paciente, ele leva em consideração uma série de fatores: a ceratometria do paciente (que é a curvatura da córnea), o formato da córnea, o grau de hidratação necessário nas lentes, a presença de condições locais que possam impedir um ou outro tipo de lente de contato, os tipos de grau do paciente e a presença de doenças.

Essa escolha é muitas vezes um processo muito simples e automático para o médico oftalmologista, que até parece algo banal (e por isso outros profissionais acabam achando que também são aptos para realizar aquele procedimento). No entanto, foram no mínimo 9 anos de formação médica (6 anos de medicina, 3 em oftalmologia) para que o oftalmologista consiga fazer essa escolha de forma natural.

 

Infelizmente sabemos que é possível chegar em uma ótica, em qualquer lugar do Brasil, e comprar lentes de contato apenas mostrando a receita do óculos. Os riscos que o paciente assume quando age dessa maneira são extremamente relevantes: lentes mal adaptadas e mal cuidadas são a principal causa de uma grave doença dos olhos – a úlcera de córnea.

 

Veja a foto de um olho com a córnea sadia e normal:

 

olho humano

 

Agora, veja uma foto de uma úlcera de córnea:

 

úlcera córnea

 

Preciso dizer mais alguma coisa?

 

 

Lentes gelatinosas descartáveis

3) As lentes de contato gelationosas descartáveis possuem data de validade quando abertas

 

manual de uso lente de contato

 

Esse texto foi retirado do manual de uso da lente Biofinity, para servir apenas de exemplo.

É muito comum vermos por aí pacientes que usam as lentes gelatinosas de troca mensal por 2 ou 3 meses antes de jogá-las fora. Alguns esperam até as lentes começarem a “arranhar” para só então abrir um novo par.

Pense na lente gelatinosa como uma verdadeira gelatina. As bactérias adoram repousar e se entranhar em sua estrutura. Obviamente as lentes devem ser higienizadas diariamente, mas com o passar do tempo, a adesividade das bactérias aumenta, a capacidade da lente se livrar de sujeiras diminui e o problema começa a aparecer.

 

Quando você faz uma gelatina e a coloca na geladeira, se o fabricante diz que ela vence depois de uma semana, você é capaz de comê-la depois desse período? Provavelmente não, não é verdade? A mesma coisa funciona com a lente descartável. Uma vez que ela foi aberta, o período de validade é aquele que o fabricante determinou como seguro (geralmente, 30 dais). Portanto, usar uma lente por um período maior é procurar problema.

 

O tratamento correto com lentes de contato não é barato. Reduzir os custos do tratamento estendendo o período de uso das lentes é simplesmente a pior coisa que você pode fazer para seus olhos. Nesse caso, prefira uma lente rígida (com validade que por vezes chega a 5 anos) ou uma lente gelatinosa de troca anual.

 

 

Exame de vista

4) O exame oftalmológico deve ser realizado em todas as idades e regularmente

 

exame oftalmológico crianças

 

Crianças devem fazer exame oftalmológico de forma regular desde o nascimento. Adolescentes e adultos também. Idosos… também!

As crianças pequenas apresentam uma visão que não é definitiva e precisam ser acompanhadas por oftalmologista para que alterações sejam percebidas ainda em tempo hábil para tratamento.

 

Além disso, existem doenças que podem acometer os olhos e levar à perda de visão de forma irreversível… em todas as idades! Geralmente, quando pensamos em doenças dos olhos, pensamos em catarata, glaucoma e outras alterações que pensamos que só acometem pessoas de mais idade. Mas o que não sabemos é que tanto essas quanto outras doenças podem também acontecer em crianças, adolescentes e adultos jovens. Inclusive, existem uma série de doenças que são mais comuns em jovens: ceratocone, retinoblastoma (uma forma de câncer de retina, mais comum em crianças) e outras.

Por isso, a consulta oftalmológica deve ser realizada em todas as idades e com a frequência estipulada pelo médico (geralmente, de forma anual). Essa é a maneira mais eficaz de prevenir doenças mais sérias e preservar a visão.

 

 

Óculos

5) Usar óculos não enfraquece a visão

 

oftalmologista

 

O óculos adequado não faz a visão piorar. Também não nos faz enxergar menos. O que acontece é que muitas vezes somos tão acostumados com uma visão ruim que quando começamos a usar os óculos é que passamos a notar essa diferença. Antes dos óculos, a visão embaçada não incomodava porque não sabíamos como era uma visão nítida. Mas o embaçamento é exatamente o mesmo.

Os óculos não fazem a visão ficar pior quando o tiramos. Quando a gente acostuma com uma coisa boa, ficar sem ela é muito mais complicado.

 

 

Televisão e visão

6) Ver televisão de perto não faz mal para os olhos (não faz aparecer grau)

 

óculos televisão

 

Crianças gostam de ver televisão de perto porque a imagem fica mais nítida, maior e é mais fácil prestar atenção. Obviamente, toda criança que persistentemente prefere assentar mais próximo para ver a imagem deve ser examinada. Mas para uma criança (ou adolescente, adulto…) com a visão normal (com ou sem uso de óculos), assentar perto da TV não traz nenhum prejuízo para a visão. O grau aparece por uma série de fatores, em sua maior parte genéticos – não é ficar perto da tela da televisão que vai fazer o grau se desenvolver.

Mas sejamos sensatos: a distância adequada é aquela que permite um conforto e visão ampla de toda a tela, sem precisar mexer muito o pescoço para enxergar toda a tela. Inclusive, para cada tamanho de TV é indicado uma distância ideal de conforto (você pode pesquisar isso diretamente no site do fabricante da sua televisão).

 

 

Olho vermelho

7) Se os olhos estão vermelhos, um oftalmologista deve ser consultado

 

olho vermelho

 

Olhos vermelhos são sinais de que alguma coisa não está legal. Não estou dizendo aqui daquele olho vermelho que acontece só de vez em quando, após uma noite mal dormida ou exposição a poluição. Estou dizendo do olho que fica vermelho “do nada” e assim continua. Às vezes, pode vir acompanhado de dor, incômodo ao mexer os olhos, baixa de visão… e nesses casos não preciso nem de dizer que é preciso procurar um oftalmologista com urgência, não é mesmo?

Mas vamos voltar ao nosso olho vermelho. Uma série de doenças podem cursar com olhos vermelhos (sim… e não apenas a conjuntivite!). Desde coisas simples e sem impacto na visão até doenças mais complicadas e com grande impacto visual. Vou te mostrar algumas doenças que podem começar como um olho vermelho, aparentemente sem grandes complicações, como esse logo ali em cima. Veja novamente a imagem acima.

 

Agora… Veja o que esse simples olho vermelho pode estar camuflando, em grande aumento:

  • Ceratites: inflamações da córnea, que podem acontecer por causa de ataques por vírus, bactérias, fungos, processos auto-imunes e simplesmente inflamatórios. Podem evoluir até para perfuração da córnea, em casos mais graves.

 

ceratite úlcera córnea

 

  • Uveítes: inflamação da úvea (íris, corpo ciliar e coróide: e se você não lembra quem eles são, veja nesse artigo aqui). Pode ter causas variadas, que vão desde infecções até processos auto-imunes, doenças reumáticas, Tuberculose, sarcoidose, toxoplasmose e uma série de outras doenças de difícil diagnóstico e tratamento

 

uveíte anterior

 

Veja essa foto aqui embaixo. Aparentemente um olho pouco vermelho, sem grande importância, não é mesmo?

 

pus no olho

 

Agora, preste bastante atenção àquela parte de baixo, em frente à íris (parte colorida do olho). Repare que existe uma região como topo mais reto, dentro do olho, de cor branco-amarelada. Viu? Pois então… Aquilo chama-se hipópio (pus na câmara anterior do olho). Trata-se de um quadro de uveíte que precisa ser acompanhado de perto e pode representar grande problema para o olho.

 

  • Esclerites e Episclerites: inflamações da parede ocular que podem ser graves e debilitantes. Podem ocorrer por processos infecciosos e também auto-imununes

 

episclerite

 

  • Glaucoma agudo: uma condição muito grave, que pode arruinar a visão em poucas horas. Acontece quando ocorre um bloqueio no processo de filtragem do líquido que existe dentro do olho, elevando a pressão ocular para cifras bem elevadas (por vezes chega a 50, 60 mmHg de pressão)

 

Portanto, olho vermelho que não melhora ou quando está associado a outros sintomas (dor, baixa de visão, incômodo, cefaléia…) sempre deve ser examinado por um oftalmologista!

 

 

Grau de óculos

8) Usar óculos não faz o grau diminuir

 

óculos

 

Essa é a mais pura verdade. O grau vai fazer o que ele está pré-determinado a fazer, independentemente do uso do óculos. Existem muitos fatores que implicam nas alterações do grau, que envolvem desde questões genéticas, nutricionais a condições individuais… mas o uso do óculos não está entre elas.

Portanto, devemos usar o óculos para melhorar a visão e para evitar problemas mais sérios, dependendo da idade e da situação… mas não é o uso adequado dos óculos que vão fazer o grau diminuir (e nada também vai… remédios caseiros, plantas medicinais e etc)

 

 

Remédios caseiros

9) Fórmulas caseiras (leite, planta, caldo, etc) não devem ser usadas nos olhos

 

remédio caseiro para olho

 

O olho é uma estrutura muito sensível e particularmente desprotegida contra esses tipos de atentados terroristas à sua integridade física. Se existe um motivo para se usar essas substâncias, é porque detectou-se algum problema. Um olho com problema precisa de um diagnóstico e de um tratamento adequado, e não fórmulas milagrosas que não funcionam. Sim: não funcionam. Se o olho melhorou com o uso dessas substâncias, ajoelhe e reze. Foi uma enorme coincidência e olho melhorou APESAR da substância.

 

Essas fórmulas, para início de conversa, estão cheias de bactérias e microorganismos, pois não foram preparadas para serem instiladas nos olhos. Além disso, podem ser mais ácidas ou alcalinas em relação ao pH do olho. Ainda, contém substâncias que não tem um efeito previsível e reprodutível.

É claro que a ciência descobre coisas novas a cada dia, mas, enquanto não temos nenhuma comprovação, é melhor usarmos o que está do nosso lado: conhecimento. Sendo assim, nunca use substâncias nos olhos que não foram prescritas por um oftalmologista.

 

 

Doenças silenciosas

10) Existem doenças que causam cegueira e podem evoluir sem nenhum sintoma

 

doença silenciosa glaucoma

 

Sim, elas existem. E como exemplo mais clássico, vou citar o glaucoma. O glaucoma é uma doença do nervo óptico que é causada, na maioria das vezes, pela elevação da pressão intra-ocular. E ao contrário do que você pensa, a pressão ocular quando está em níveis elevados (mas não tanto – digamos 20 a 30 mmHg) pode não causar ABSOLUTAMENTE nenhum sintoma.

A elevação da pressão, quando persistente, pode danificar de forma irreversível o nervo óptico. Muitas vezes, quando o paciente percebe a alteração, a visão já atingiu um déficit importante e o tratamento pode não ser mais eficaz.

 

Além do glaucoma, podemos citar a rotura da retina. Muitas vezes, a retina pode se romper em sua região periférica e lá permanecer por alguns meses a anos, sem causar nenhum sintoma. Eventualmente, essa ruptura pode resolver evoluir e permitir a passagem de líquido para seu interior, descolando toda a retina. Nesses casos, a visão diminui de uma hora para outra (mas a rotura poderia ter sido diagnosticada em um exame de rotina).

Esses foram apenas 2 exemplos que mostram a importância de realizar consultas oftalmológicas rotineiras, antes dos problemas aparecerem. Muitas vezes, esperamos muito e acabamos com danos irreversíveis à nossa visão.

 

 

Doenças sistêmicas

11) O olho também é acometido por doenças sistêmicas

 

O olho não é apenas um local que está susceptível a doenças locais e aos vários tipos de grau. Ele é um órgão do corpo humano e compartilha com os outros órgãos um mesmo sistema circulatório, nervoso, humoral, etc. Assim sendo, diversas doenças podem acometer também a integridade da nossa visão. Como exemplo, cito essas duas doenças:

  • Hipertensão arterial: pode levar a obstruções vasculares, sangramentos e uma série de outras complicações para os olhos. Veja a imagem abaixo

 

retinopatia hipertensiva

 

  • Diabetes: uma das doenças com maior risco de acometimento ocular, pode causar microaneurismas, hemorragias, vazamento de líquido e morte de regiões da retina.

 

retinopatia diabética

 

Além delas, uma infinidade de outras doenças também podem acometer os olhos. Como regra geral, todo paciente com alterações sistêmicas devem fazer controle oftalmológico regular.

 

 

Olho saudável

12) Enxergar bem não significa que o olho é saudável

 

Algumas doenças causam graves alterações oculares, mantendo a capacidade de enxergar ainda intacta até suas fases mais avançadas. Podemos mencionar novamente o glaucoma, que acomete a visão periférica muito antes de atingir a parte central.

Além dele, uma série de outras patologias podem acometer regiões pouco importantes para a visão central, mas de grande importância para a saúde ocular. Por esse motivo, usar a desculpa “Minha visão é ótima! Enxergo até letra de bula sem óculos!” para não ir ao oftalmologista regularmente é uma grande furada.

 

 

Ler em movimento

13) Ler no ônibus não prejudica a visão

 

ler em movimento no ônibus

 

Quando estamos olhando para um objeto que está a uma longa distância de nossos olhos, a musculatura ocular está completamente relaxada. Quando trazemos o foco para perto, é importante que a musculatura ciliar contraia para que consigamos enxergar de perto (dependendo do grau da miopia, não é inclusive necessário contrair a musculatura para essa visão nítida de perto). Esse processo não se altera se estamos parados ou em movimento, seja em um carro ou ônibus.

Algumas pessoas apresentam um grande desconforto quando tentam fazer atividades para perto nessas condições, e isso não é uma regra para todos, tampouco prejudica a visão. É uma condição denominada cinetose, que pode provocar tonturas e mal-estar. Portanto, ler no ônibus, se não incomoda uma determinada pessoa, não traz nenhum prejuízo para a visão.

 

 

Coçar os olhos

14) Coçar e esfregar os olhos podem trazer sérios problemas

 

coçar esfregar os olhos

 

O aparecimento de algumas doenças oculares estão relacionadas ao microtrauma produzido pelo processo de coçar e esfregar os olhos.

A doença mais relacionada a esse processo é o ceratocone, uma alteração da córnea muito comum em pacientes alérgicos, que coçam muito os olhos. Com o trauma repetido causado pelo ato de esfregar os olhos, a córnea tem sua estrutura um pouco enfraquecida, o que ocasiona uma mudança em sua forma. Como vimos nos artigos sobre anatomia e visão, a córnea é uma importante lente que serve para focar os raios de luz na nossa retina. Quando ocorrem mudanças da forma corneana (de forma irregular, no ceratocone), a visão fica embaçada, e muitas vezes não resolve nem mesmo com uso de óculos. Dependendo do grau e dos impactos sobre a visão, a correção do ceratocone pode envolver cirurgias e inclusive o transplante da córnea.

Além disso, quando de forma mais intensa, o próprio ato de esfregar os olhos pode ocasionar o descolamento da retina, uma condição grave que põe em sério risco a visão.

 

 

Dor de cabeça

15) Dor de cabeça não significa necessariamente problema de visão

 

dor de cabeça óculos

 

As ametropias (ou “tipos de grau”, como você preferir), em sua maior parte, não causam cefaléia.

 

Alguns graus não corrigidos podem sim causar esse tipo de sintoma: é comum vermos pacientes com hipermetropia ou mesmo baixos graus de astigmatismo com cefaléia, principalmente quando realizam atividades que demandam mais atenção, por muito tempo. Ao contrário do que muitos pensam, graus mais altos não necessariamente causam esse tipo de sintoma (e não podemos dizer que “quanto maior o grau, mais dor de cabeça”).

No entanto, aquela dor de cabeça mais forte, que incomoda com grande frequência, merece sim uma avaliação mais pormenorizada. Para esses casos, é bom descartar alterações oftalmológicas, mas o mais comum é a presença de alterações neurológicas, que devem ser investigadas.

 

 

Desenvolvimento

16) A nossa visão se desenvolve até por volta dos 8 a 9 anos

 

oftalmologista exame de vista

 

O desenvolvimento das estruturas oculares é um processo que tem início quando ainda somos um pequeno embrião, no útero de nossas mães, e só termina lá por volta dos 8 a 9 anos. Quando nascemos, a visão ainda está longe de ser aquela definitiva, que teremos quando adulto.

No início, o bebê recém nascido mal consegue enxergar vultos. Com o tempo, começa a reconhecer padrões, como o rosto dos pais. Nessa fase, a visão melhora com uma grande velocidade, atingindo um nível praticamente normal até o final do primeiro ano de vida. No entanto, algumas estruturas continuam em desenvolvimento até os 8 a 9 anos. A nossa fóvea, região central da retina, apresenta evoluções até por volta dessa época, quando a retina se amadurece passa a ter uma visão mais definitiva.

 

Quando a criança, com visão ainda em desenvolvimento, é privada de uma visão normal (seja pela presença de um alto grau, gerando embaçamento, seja pela presença de doenças), aquele olho pode ter o seu desenvolvimento visual final comprometido. Quando isso acontece, temos um sério problema: a ambliopia, que muitos conhecem como vista preguiçosa. Nessas situações, os olhos que não apresentam um desenvolvimento normal até essa idade, não mais conseguem melhorar a visão para os níveis normais.

As principais causas de problema de desenvolvimento da visão incluem uma diferença de graus entre os dois olhos, graus mais altos, estrabismo e outras doenças oculares. Por isso é importante que toda criança seja acompanhada por um oftalmologista desde cedo. Deixar para realizar a primeira consulta apenas quando começam as queixas é uma verdadeira loteria – muitas vezes já passou o tempo ideal para resolver o problema.

 

 

Lentes e vista cansada

17) Pessoas com mais de 40 anos podem usar lentes de contato

 

óculos vista cansada

 

É muito comum ouvirmos por aí que pessoas com vista cansada (presbiopia), não podem usar lentes. Felizmente isso já não é tão verdade há muito tempo. Possuímos lentes de contato para as mais diversas situações, incluindo lentes de contato multifocais e próprias para situações de olho seco e outras alterações.

As técnicas de adaptação de lentes de contato são variadas e devem ser avaliadas caso a caso. É possível usar lentes para longe e um óculos apenas para leitura; é possível usar em um olho uma lente para longe e no outro, uma para perto; é possível usar lentes para longe e perto (multifocais) nos dois olhos; dependendo da situação, é possível usar apenas uma lente (apenas em um dos olhos), melhorando a visão de perto ou de longe… Enfim… As possibilidades são muitas. Converse com seu oftalmologista e descubra qual a melhor opção para o seu caso.

 

 

Glaucoma: vilão silencioso

18) O glaucoma, na maior parte das vezes, não dá nenhum sintoma

 

glaucoma deixa cego sintomas

 

Uma enorme verdade. A pressão ocular, quando elevada cronicamente, na enorme maioria das vezes, não causa nenhum sintoma – essa é a forma mais comum de glaucoma (glaucoma primário de ângulo aberto).

Apenas em casos de aumento agudo da pressão, para valores maiores que 30 a 40 mmHg, ocorrem esses sintomas (geralmente ocorre nos casos de glaucoma agudo, um caso muito específico em que há bloqueio da filtragem do líquido intra-ocular).

 

Portanto, o glaucoma pode ser considerado como um grande vilão silencioso. Ele é um dos grandes responsáveis pela cegueira e, quando controlado em tempo hábil, pode não chegar nesses níveis. Assim sendo, recomendamos avaliação periódica para todas as pessoas, para diagnóstico precoce do glaucoma e de uma série de outras alterações oculares que também sãoo silenciosas.

 

 

Grau e visão

19) Uma pessoa com 10 graus pode enxergar melhor do que uma pessoa com 1 grau

 

óculos de grau

 

Sim, não está errado o que você está lendo. A medida do grau se refere ao valor da lente que é necessária para deixar a visão focada. Algumas pessoas precisam de mais grau para ter a visão focada e outras menos. No entanto, quando a visão está focada, mesmo uma pessoa com mais grau pode ter uma visão melhor do que uma com menos grau. Para avaliar a visão, pedimos para o paciente fazer a leitura de letras cada vez menores, em uma distância e tamanhos padronizados.

 

Como exemplo, cito uma pessoa que teve ambliopia (vista cansada), devido a estrabismo. Ela pode apresentar déficit de visão nos dois lados, mesmo sem grau. Suponhamos que o estrabismo tenha sido corrigido após o período de término de desenvolvimento da visão, deixando a visão reduzida de forma definitiva. Mesmo com um pequeno grau, essa pessoa pode não ter uma boa visão.

Agora, vejamos um caso típico de um míope, com cerca de 5 a 6 graus. Com os óculos (ou lente, ou após cirurgia refrativa a laser para reduzir o grau), pode conseguir ler letras muito menores do que aquele nosso primeiro paciente, do parágrafo acima. Portanto, grau alto não significa visão ruim – e o contrário também é verdade (visão ruim não significa grau alto).

 

 

Preciso de óculos?

20) Nem todo grau precisa ser corrigido com óculos

 

óculos necessidade indicação

 

Verdade. Como dissemos anteriormente, o uso ou não do óculos não interfere na evolução do grau. Assim sendo, existem graus que não necessitam de correção: aqueles graus que não incomodam ou causam sintomas nos pacientes, que não atrapalham muito a visão e que podem ser compensados tranquilamente pela própria musculatura ocular – principalmente em pessoas que não têm uma grande exigência visual nas atividades do dia-a-dia. E isso vale para todos os tipos de grau: miopia, astigmatismo, hipermetropia.

Mas não pense que, se sua visão está embaçada e você não está vendo problemas nisso, não precisa de óculos. Alguns graus pequenos, quando acompanhados de algumas alterações oculares, precisam do uso de óculos como forma de tratamento. Outras muitas vezes, achamos que a visão está embaçada pela presença de graus, mas muitas doenças podem levar ao embaçamento e não serem causadas pela presença de grau. Logo, todos precisam ser acompanhados por oftalmologistas e a decisão pelo uso ou não dos óculos deve ser feita em conjunto com seu médico, que é a única pessoa capaz de dizer que, para a sua situação específica, ficar sem os óculos não lhe causará problemas.

 

 

Lentes rígidas

21) As lentes rígidas são mais seguras do que as lentes gelatinosas

 

lente rígida

 

Apesar da grande evolução que vemos na tecnologia, formatos e materiais das lentes nos últimos anos, as lentes rígidas ainda são preferidas pela maior parte dos médicos como forma de evitar infecções. As lentes rígidas estão associadas a uma redução significativa da infecção ocular, principalmente em suas formas mais graves, como úlceras de córnea.

Além da maior facilidade de manutenção e cuidado com as lentes, as lentes rígidas são também mais indicadas para resolver alguns problemas mais complicados, como é o caso do ceratocone, altos graus de astigmatismo ou distorções na superfície da córnea. No entanto, nem tudo são flores. As lentes rígidas, mesmo com materiais mais atuais e tecnologia cada vez mais avançada, ainda incomodam mais os olhos do que as lentes gelatinosas.

Portanto, quando um médico opta por um ou outro tipo de lente para um determinado paciente, ele leva em consideração todos esses fatores. Por isso a adaptação de lentes de contato é um ato médico (e deve ser feito em consultório, não na ótica).

Você sabia que as células com maior metabolismo de todo o nosso organismo estão no sistema ocular?

Nossos olhos funcionam de uma maneira tão incrível que chega a ser cinematográfico!

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Sim, nossos olhos são semelhantes a uma câmera fotográfica ou uma filmadora – aliás, esses equipamentos foram inspirados na observação das estruturas do olho humano. A retina, por exemplo, se parece com o filme fotográfico, enquanto a córnea e o cristalino são compatíveis com as lentes.

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Apesar da evolução dos equipamentos, nenhum deles conseguiu superar nossos olhos em termos tecnológicos. Prova disso é que a nossa visão é 600 vezes mais sensível que as mais modernas câmeras digitais!

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Toda essa riqueza envolvida no funcionamento do nosso sistema ocular não deixa dúvida: manter essa máquina rodando é fundamental para as nossas vidas, e cuidar dela deve ser nosso trabalho diário. <3

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Afinal, os olhos vivem expostos a fatores capazes de prejudicá-los, como o uso excessivo de smartphones, tablets, televisões e computadores. Além disso, a poluição e o ar condicionado, assim como a baixa umidade do ar, também são inimigos.

3 CUIDADOS FUNDAMENTAIS COM OS OLHOS

Você cuida dos seus olhos? Pare um minutinho para pensar e tente se lembrar da última vez em que foi ao oftalmologista. Se tem mais de um ano, tire dez minutinhos hoje e marque uma consulta com o seu médico de confiança. Se você não tem um, vale pedir indicações para familiares e amigos e vale pesquisar em sites médicos um bom oftalmo na sua região. Só não deixe de ir, hein? 😉

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Mas, além dessa visita ao doutor (hahaha), que outros cuidados você tem com a sua visão? Separamos 3 cuidados simples e fundamentais que todo mundo deveria ter com o próprio olho.

 

1) Cuidado com os colírios

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A gente sabe que em épocas secas os olhos muitas vezes acabam ficando irritados e ressecados, né? Mas resista à tentação e não se automedique! Muitos colírios contém corticóides e outras substâncias que podem piorar casos de glaucoma ou catarata. Na dúvida, as lágrimas artificiais são uma boa solução para a secura, mas sempre consulte seu oftalmologista! 😉

 

2) Cuidado com a maquiagem

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Todo mundo sabe – ou deveria saber – que não se deve dormir de maquiagem. Pode ser difícil criar energia para chegar em casa cansada e tirar toda a produção, mas é um hábito super importante tanto para a pele quanto para os olhos! Se deixadas em contato com a pele por muito tempo, maquiagens podem causar reações alérgicas nos olhos ou até entupir os canais de drenagem natural causando infecções e terçol.

 

3) Cuidado com a coceira

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Coçar os olhos traz um alivio grande, a gente sabe, mas a que custo? No caso de alergias e infecções, coçar pode piorar bastante o quadro. E levar as mãos aos olhos pode, inclusive, levar mais bactérias ainda a eles. Ou seja: melhor deixar pra lá.

8 Dicas para não ter problemas na saúde visual

Ter uma boa saude visual é fundamental para a saúde de todo corpo por isso, selecionamos 9 dicas para você seguir e cuidar melhor dos seus olhos. Mas, antes vamos responder a pergunta que muitas pessoas fazem no dia a dia. Por que devemos cuidar dos Olhos ja que eles não parecem ser um orgão que corre tanto risco assim?. Normalmente negligenciado e só damos  atenção a eles,  quando enfermidades oportunistas e pontuais, tais como, conjuntivite, terçol, cisco ou uma irritação aparecem o que é um grande erro!, Nossos olhos merecem muita atenção pois, até mesmo quando anomalias tradicionais como: miopia, astigmatismo são descobertas precisamos cuidar bem delas para que não se transformem em algo mais sério.

 

Abaixo selecionamos dicas para você cuidar de seus olhos com mais carinho;

Dica #1: Faça um exame Oftalmológico Completo

Você pode pensar que sua visão está boa ou que seus olhos estão saudáveis, mas visitar seu oftalmologista para um exame completo é a única forma de ter certeza. Quando se trata de problemas simples, algumas pessoas não percebem que poderiam enxergar melhor se usassem óculos ou lentes de contato. Além disso, algumas doenças oculares crônicas comuns como o Glaucoma, Retinopatia Diabética e Degeneração Macular, normalmente não apresentam sintomas. A única forma de detectar essas patologias em estágio inicial é realizando exames completos. Somente o oftalmologista pode determinar se seus olhos estão saudáveis e se você está enxergando bem e gozando de boa saúde ocular. Lembre-se prevenção custa menos que tratamento.

Dica #2: Conheça o Histórico de Saúde Ocular da sua Família

Fale com seus parentes a respeito do histórico de saúde ocular da família pois, é importante saber se alguém foi diagnosticado com alguma patologia já que muitas delas são hereditárias. Apartar daí e com esta informação  ficará bem mais claro em um disgnóstico, identificar se você tem o risco de desenvolver alguma doença ocular mais séria, que exija cuidado permanente.

Dica #3: alimente-se corretamente  e assim blinde sua Visão

Você já deve ter ouvido falar que comer cenoura faz bem para a visão. Mas uma dieta rica em vegetais, principalmente espinafre e couve, também é importante para a saúde dos seus olhos. Estes alimentos possuem Carotenóides, como Luteína e Zeaxantina, que desempenham um importante papel na visão, pois ajudam a diminuir a degeneração natural que vem com a idade e ainda ampliar o alcance visual. Pesquisas também mostraram que Ômega 3 traz benefícios à saúde ocular. Outro alimento rico em Luteína é a gema do ovo, desde que cozido. Ficar longe do açucar tambem será muito bom para os seus olhos.

Dica #4: Mantenha um Peso Saudável

Estar acima do peso ou Obeso aumenta seu risco de desenvolver Diabetes e outras condições sistêmicas que podem levar à perda da visão, como Retinopatia Diabética ou Glaucoma. Se você está tendo problemas para manter um peso saudável, procure seu médico. Deixar de lado tais cuidados apenas por acreditar que a ciência tem solução para tudo é sinal de imaturidade e pode trazer consequências irreversíveis para sua saúde.

Dica #5: Pare Imediatamente de Fumar, ou Jamais Comece

Fumar é tão maléfico para os seus olhos quanto é para o restante do corpo. Estudos ligaram o fumo a um aumento do risco de desenvolver Degeneração Macular e Catarata, assim como Danos irreversíveis ao nervo ótico, que podem levar à cegueira.

Dica #6: Use Óculos de Sol

Os óculos escuros, que normalmente são usados como um acessório de moda, tendem a desempenhar uma importante tarefa que é proteger seus olhos dos raios ultravioletas. Quando for comprar seus óculos de sol, escolha aqueles que sejam capazes de bloquear de 99 a 100% dos raios UV-A e UV-B. Importante ressaltar que lentes de boa qualidade devem ser consideradas na hora da compra, esqueça as opções dos Camelôs. Um pequeno desconto não compensa a perda da visão.

Dica #7: Dê um Descanso aos Seus Olhos

Se você passa muito tempo no computador ou concentrando o olhar em algum ponto fixo, às vezes você esquece de piscar e seus olhos podem ficar cansados. Tente descansar a vista a cada 20 minutos, olhando para longe por pelo menos 1 minuto. Isso pode ajudar a reduzir a fadiga ocular, causas de muitas dores de cabeça, irritabilidade, redução da capacidade visual, etc.

Dica #8: Lave suas Mãos e Higienize suas Lentes de Contato Adequadamente

Para evitar o risco de infecções, lave sempre suas mãos, principalmente antes de colocar e retirar as lentes de contato. Certifique-se de desinfetar as lentes de contato conforme as instruções e substituí-las de acordo com o prazo de validade. Lembre-se que infecções virais nos olhos pela falta de higiene, podem comprometer sua córnea de forma irreversível.

Cirurgia Refrativa – O que é Cirurgia Refrativa

Cirurgia Refrativa é uma das mais conhecidas e funcionais cirurgias dos olhos. Sua função é corrigir os erros de refração (“grau dos olhos”), como a miopiahipermetropiaastigmatismopresbiopia.

Quem pode fazer cirurgia a laser?

Para realização da cirurgia refrativa, um cuidadoso exame deve ser realizado e as devidas orientações e dúvidas esclarecidas.

Para a análise dos candidatos à cirurgia a laser, é necessário um exame oftalmológico completo, o qual deverá ser realizado por um especialista em cirurgia a laser. Para um ótimo resultado, é necessário o preenchimento de alguns critérios de segurança como: Idade superior a 18 anos; ausência de doenças oculares; de doenças sistêmicas e ausência de gravidez.

Antes de ser submetido à uma cirurgia refrativa, é realizado um estudo completo do olho a ser operado com oftalmologista especialista: refração adequada, topografia e estudo de paquimetria da córnea, mapas paquímetros e de superficial anterior e posterior da córnea, avaliação do cristalino, estado da retina, pressão intra-ocular, são alguns dos critérios observados.

Como é feita a cirurgia a laser? É necessário internação?

A cirurgia a laser é realizada sob anestesia tópica (colírio) e leva em média 15 minutos por olho. Não é necessária internação antes ou após a cirurgia e os pacientes são liberados imediatamente após o procedimento.

É um procedimento considerado simples, que dispensa a necessidade de internação pois é feita através do Excimer Laser, um equipamento avançado que utiliza a luz ultravioleta para remodelar suavemente a superfície da córnea e modifica sua curvatura para corrigir os erros.

O uso do laser torna a cirurgia rápida e com alto grau de precisão, permitindo o retorno em poucos dias às atividades sociais e profissionais.

Na maioria das vezes, é possível retornar ao trabalho entre 1 e 3 dias após a cirurgia. Também é possível voltar às atividades esportivas após 1 semana.

A cirurgia a laser dói?

A maior parte dos pacientes relata somente algum desconforto, como sensação de areia nos olhos e lacrimejamento, pálpebras inchadas e olhos discretamente vermelhos que desaparecerão rapidamente. No PRK, o desconforto pós-operatório é, muitas vezes, maior que no LASIK.

A cirurgia a laser é realizada somente com anestésicos tópicos (colírio) e os pacientes de fato não sentem nenhuma dor relevante durante o procedimento.

A cirurgia resolve altos graus de miopia?

A correção a laser da miopia é considerada segura somente até o limite máximo de 10 a 12 dioptrias. A partir desse grau, outras técnicas são consideradas mais eficientes e seguras, como a recente técnica de implante de lente intra-ocular chamada ARTISAN.

Essa lente é implantada atrás da córnea e será inserida na íris bilateralmente. Uma vez implantada, a lente não precisa ser trocada e a totalidade do grau pode ser corrigida. A cirurgia é bastante simples e segura, sendo a lente implantada através de uma pequena incisão.

A cirurgia pode ser realizada somente com anestesia tópica, não havendo necessidade de internação, e a recuperação visual é quase imediata. Tal técnica já vem sendo realizada na Europa há quase 10 anos e os estudos a longo prazo vêm confirmando sua segurança e eficácia nos altos míopes.

Quanto tempo dura a cirurgia?

A duração média da cirurgia é de 30 minutos, mas a aplicação do laser é somente alguns segundos, de acordo com o grau a ser tratado

Quais as diferentes técnicas da cirurgia a laser?

Diferentes técnicas de cirurgia a laser podem ser empregadas para a correção visual, incluindo: Lasik, PRK, Lasek e Cirurgia a Laser Personalizada, dependendo da indicação para cada paciente.

Técnica LASIK: LASIK é a técnica mais comumente empregada e consiste na criação de uma lamela (flap) para a posterior aplicação dos feixes de laser na parte central da córnea. A lamela é criada com o auxílio de um aparelho chamado microcerátomo e produz um disco circular na córnea.

O Lasik tem como grandes vantagens a recuperação visual muito rápida, com mínimo desconforto pós-operatório. A técnica de Lasik pode ser utilizada nas correções de miopia, astigmatismo e hipermetropia

Técnica PRK: O PRK é uma técnica que vem sendo realizada há quase 20 anos e que também apresenta uma alta taxa de sucesso e previsibilidade. Consiste na remoção mecânica da camada mais superficial da córnea (epitélio) e subsequente aplicação dos feixes de laser.

O PRK tem como grande vantagem o altíssimo nível de segurança, especialmente em paciente com córneas mais finas ou leves alterações em sua curvatura. O PRK é utilizado principalmente para a correção de baixos a moderados graus de miopia e astigmatismo.

Técnica LASEK: O Lasek consiste numa pequena variação do PRK, no qual é criado uma fina lamela (flap) com o epitélio (camada mais superficial da córnea). A criação do flap epitelial é geralmente facilitada pela aplicação de uma solução alcoólica.

Apesar de outras técnicas estarem em desenvolvimento, o Lasik e o tradicional PRK continuam sendo as mais comumente empregadas, devido ao alto grau de segurança e eficácia comprovados ao longo dos anos.

Importante: Todas as informações contidas nesta página têm caráter informativo e educacional. Nenhuma providência deverá ser tomada sem consultar o seu oftalmologista, pois somente ele está habilitado para praticar o ato médico, conforme recomendação do Conselho Federal de Medicina.

Conheça de que formas o cigarro afeta sua visão

Muitos dos malefícios do cigarro já são conhecidos e amplamente divulgados, porém, é importante ressaltar as consequências que o uso do cigarro traz para a visão.

Ao fumar, centenas de substâncias tóxicas são lançadas para dentro do nosso organismo, chegam até os pulmões, percorrem as correntes sanguíneas e assim afetam o funcionamento de todo o sistema, incluindo os olhos, uma das áreas mais sensíveis de nosso corpo. E uma das primeiras doenças oculares que normalmente surgem em fumantes é a catarata, causada pela opacificação da lente natural do olho – cientificamente chamado de cristalino, que inclusive já falamos aqui no blog.

Alguns de seus sintomas são: diplopia (quando uma pessoa vê duas imagens onde deveria ver apenas uma), diminuição da percepção das cores e perda da visão noturna. Em pessoas fumantes, há uma incidência 40% maior desses problemas, pois o tabaco é responsável exatamente pela diminuição da irrigação do globo ocular.

Mas não para por aí

Fumantes podem ter problemas com a visão mesmo depois de 15 a 20 anos após parar de fumar. A fumaça do cigarro é um irritante que piora os sintomas de olho seco e o tabaco afeta a circulação sanguínea, diminui a quantidade de antioxidantes no sangue e prejudica a visão podendo chegar a degeneração macular e da retina, levando à perda da visão central e podendo resultar em cegueira.

Os primeiros quadros desse problema são: fotossensibilidade, visão desfocada, alteração na percepção de linhas e alteração nos sentidos de distâncias e alturas. Quando esta patologia avança, existe uma perda completa da visão e a cegueira.

Além de prejudicar o interior dos olhos, fumar afeta também o cristalino externo, dando uma aparência amarelada e provocando o surgimento de “bolsas” escuras nas pálpebras, estas causadas também pela perda de qualidade do sono e acúmulo de substâncias tóxicas. O tabaco danifica a transparência do globo ocular e olhos amarelados refletem também problemas causados pelo cigarro no pâncreas e fígado.

Catarata: Sintomas, causas e tratamento

A catarata consiste na opacidade total ou parcial do cristalino, lente natural do globo ocular, que é responsável pela focalização da visão para perto e para longe. É a diminuição progressiva da visão, podendo ser congênita ou adquirida.

O principal sintoma é uma visão embaçada, como se a pessoa estivesse olhando por um vidro opaco. Pessoas que têm catarata tem a visão nublada, e essa visão nublada pode tornar difíceis tarefas simples como ler, dirigir um carro ou interpretar a expressão das pessoas.

A maior parte das cataratas se desenvolve lentamente e não perturba a visão desde seu início, mas com o passar do tempo, começa a interferir na visão.

No início, uma iluminação de ambiente mais forte e o uso de óculos ajuda a lidar com os sintomas, mas logo passa a prejudicar atividades normais do dia a dia e começa a se fazer necessário um tratamento cirúrgico. A boa notícia é que a cirurgia de catarata costuma ser um procedimento seguro e eficaz.

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), a catarata é responsável por mais de 50% dos casos de cegueira no mundo e atinge quase metade (46,2%) da população mundial com mais de 65 anos.

Estima-se que no mundo cerca de 160 milhões de pessoas tenham esta doença, considerada a maior causa de cegueira evitável. No Brasil são 2 milhões e surgem cerca de 120 mil novos casos ao ano. E como a expectativa de vida da população mundial está aumentando, o número de pessoas com catarata tende a crescer.

Sintomas da catarata

Os sintomas mais frequentes da catarata são: diminuição da acuidade visual, sensação de visão “nublada ou enevoada”, sensibilidade maior à luz, alteração da visão de cores e mudança frequente da refração.

Nem todas as cataratas prejudicam a visão ou afetam a vida diária. Para aquelas que causam prejuízos, os sintomas comuns incluem:

  • Visão nublada, confusa ou nebulosa
  • Visão com brilho de lâmpadas ou do sol
  • Dificuldade de dirigir à noite devido ao brilho dos faróis
  • Mudanças frequentes na prescrição de óculos
  • Visão dupla
  • Melhoria da visão de perto que, em seguida, fica pior
  • Dificuldade em fazer as atividades diárias por causa de problemas de visão.

 

Causas

A catarata ocorre quando a lente dentro do olho torna-se turva, e fatos que colaboram para esta condição são:

  • Envelhecimento (catarata relacionada à idade)
  • Superexposição à radiação ultravioleta (UV), como da luz solar, cabines de bronzeamento ou solários
  • Lesão ocular
  • Diabetes, especialmente quando os níveis de açúcar no sangue estão acima da faixa de segurança. A doença descontrolada provoca alterações no olho que podem resultar em catarata
  • Doença no interior do olho, tais como o glaucoma, retinite pigmentosa ou descolamento da retina
  • Vitrectomia (remoção do gel vítreo do olho) em pessoas com mais de 50 anos de idade
  • Raios-X frequentes ou tratamentos de focados na cabeça
  • Histórico familiar. Uma pessoa pode herdar a tendência para desenvolver a catarata
  • Uso prolongado de medicamentos esteroides

 

Tipos

Catarata relacionada à idade: Também chamada de catarata senil, essa forma da doença ocorre por causa do envelhecimento. Tipo de catarata mais comum, ocorre em geral com o processo de envelhecimento, surgindo mais frequentemente após os 55 anos de idade.

Cataratas nucleares: Se formam no centro da lente, tornando o núcleo do olho turvo ou opaco. O centro do olho pode ficar com uma coloração amarela ou castanha. Catarata cortical aparece na forma de cunha e em volta das extremidades do núcleo. Catarata subcapsular posterior se formar mais rapidamente do que os outros dois tipos, e afeta a parte de trás da lente.

Catarata congênita: Ocorre por doenças da mãe durante a gravidez, que atingem o feto. Com frequência é acompanhada de outras alterações. Está presente no nascimento ou se forma durante os primeiros ano de um bebê. Esse tipo é menos comum do que catarata relacionada à idade. Esse tipo de catarata nem sempre apresenta sintomas e pode ser removida se ela interfere com a visão do bebê. A catarata congênita pode se desenvolver se a mãe tiver uma infecção ou abusa de substância como drogas, álcool e tabaco durante a gravidez.

Catarata secundária: Essas são causadas por doenças ou medicamentos. As doenças que estão associadas ao desenvolvimento de cataratas incluem glaucoma e diabetes. O uso de medicamentos esteróides pode levar à catarata.

Catarata traumática: Ocorre após acidentes que danificam os olhos. Geralmente é unilateral. Se desenvolvem após uma lesão no olho, embora possa levar vários anos após o evento para que isso aconteça.

Catarata Diabética: Geralmente, tem início precoce e provoca perda visual mais rápida do que a catarata senil.

Catarata Decorrente de medicamentos: Principalmente os corticóides, quando usados por longos períodos.

Catarata tem cura? Sim! Felizmente, catarata tem cura.

Tratamento da catarata

O tratamento curativo da catarata é o cirúrgico e consiste em substituir o cristalino opaco por prótese denominada de lente intra-ocular (LIO).

Toda vez que a qualidade de vida do portador de catarata esteja comprometida, ou seja, que existam limitações nas atividades que realiza habitualmente, a cirurgia está indicada. A evolução da catarata geralmente é bilateral com certa assimetria, daí a importância da realização da cirurgia do segundo olho para recuperação integral do sistema visual.

Cirurgia

Resumidamente, a cirurgia de catarata é realizada sob anestesia local (absolutamente indolor) sem a necessidade de internação hospitalar. Para a recuperação visual do portador de catarata, se faz necessária a retirada do cristalino opaco e o implante de uma lente intra-ocular. A qualidade de visão com a lente intra-ocular é muito superior àquela com óculos ou lentes de contato. Por isto, o implante da lente intra-ocular é feito de rotina atualmente.

Importante: Todas as informações contidas nesta página têm caráter informativo e educacional. Nenhuma providência deverá ser tomada sem consultar o seu oftalmologista, pois somente ele está habilitado para praticar o ato médico, conforme recomendação do Conselho Federal de Medicina.

Benefícios do Ômega 3 para sua visão

Os olhos não mentem jamais e alguns alimentos são tão essenciais aos nossos olhos que é preciso estar constantemente atento ao consumo deles e incluí-los em nossa dieta.

Mas hoje vamos falar do ômega 3, que é um ácido graxo essencial para diversas funções do nosso organismo, principalmente para nossa visão. O ômega 3 facilita a nutrição das células que protegem os olhos, evitando que doenças se desenvolvam facilmente no globo ocular, e tem também papel importante na prevenção da degeneração macular.

Uma dieta que priorize vegetais de folhas verdes, nozes e peixes, alimentos ricos em ômega 3, ajudam a diminuir o risco da degeneração macular, que é uma das causas de perda de visão em pessoas com mais de 60 anos.

Estas informações são baseadas em um estudo recentemente publicado pela revista JAMA Ophthalmology. Foi a primeira vez que pesquisas comprovaram a relação entre certos nutrientes da nossa dieta com o risco de uma pessoa desenvolver ou não a degeneração macular.

Pessoas com degeneração macular perdem a visão central do olho e os fatores de risco incluem o envelhecimento natural, o tabagismo, o histórico familiar e a obesidade. E embora a doença tenha um forte influência genética, um crescente número de pesquisas, como esta, vem alertando que comportamentos saudáveis podem reduzir o risco de aparecimento e desenvolvimento da doença.

A alimentação correta está diretamente ligada a fatores imprescindíveis à visão

Ainda segundo o estudo, nutrientes relacionados com menor risco de degeneração macular são as vitaminas C e E, o zinco, a luteína, a zeaxantina e o ácido graxo ômega 3. E o papel protetor dos pescados aparece exatamente associado ao ômega 3 presente neles, com um efeito protetor sobre a retina.

Ingerir ômega 3 é importante para preservar os pequenos vasos que irrigam os olhos e ainda protege a retina contra inflamações, mas não são apenas os pescados que precisam entrar em nossa dieta, as nozes também foram identificadas como protetoras da nossa visão.

Prefira os alimentos ricos em vitaminas A e E, como a cenoura, e com ômega 3, como a linhaça. Alimentos de origem animal trazem a principais vitaminas necessárias para a boa visão, como: fígado de peixe, óleo de fígado de bacalhau, fígado bovino, carnes, ovos, leite integral e seus produtos gordurosos, como creme de leite e a tradicional manteiga.

Peixes – Fontes de ácidos graxos, ômega 3 e das vitaminas A, B, D e E, peixes como sardinha, bacalhau, salmão e atum são ótimos estimulantes da boa circulação sanguínea. Com a ingestão desses alimentos, a retina receberá oxigênio, essencial para a saúde dos olhos.

Frutas, legumes e verduras – Os de pigmentação amarela e verde costumam ser fontes ricas de carotenoides, substâncias que previnem a deterioração da mácula, ponto responsável por nos permitir enxergar cores. Podem ser encontrados em alimentos como laranja, maçã, cenoura, tangerina, brócolis e couve.

Óleo de linhaça – Para combater o chamado “olho seco” este óleo é uma grande arma, pois é rico em vitamina E, ácidos graxos, ômega 3, ômega 6 e ômega 9.

Azeite virgem – Rico em ômega 3, o azeite virgem é considerado um grande aliado na prevenção contra a degeneração macular, lesão que pode levar à perda irreversível da visão.

Alho e cebola – São ricos e fontes de cálcio, fósforo e vitaminas B e C. Possuem ação contra micróbios e antiviral. Agem como dilatadores dos vasos sanguíneos, diminuindo a pressão arterial e prevenindo contra o glaucoma, uma vez que a pressão intraocular é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença.

Amoras e cerejas – Assim como o morango, a framboesa e outras frutas vermelhas e roxas são exemplos de alimentos antioxidantes, que combatem os radicais livres e são fontes de vitamina C e de flavonoides. Previnem contra a perda de visão e contra a degeneração macular.

Ceratocone – Sintomas, causas, diagnóstico e tratamento

Ceratocone (do Grego: kerato– chifre, córnea; e konos cone), é uma doença não-inflamatória progressiva do olho na qual mudanças estruturais na córnea (que alteram sua biomecânica – resistência e elasticidade) a tornam mais fina e modificam sua curvatura normal (praticamente esférica) para um formato mais cônico.

Em outras palavras, a ceratocone é uma doença ocular que provoca a mudança de forma da córnea. É uma desordem ocular não-inflamatória e auto-limitada caracterizada pelo afinamento progressivo da parte central da córnea.

Necessita ser acompanhada com muita atenção, pois é uma doença progressiva. Geralmente se desenvolve na puberdade (em média, por volta dos 16 anos de idade) e é percebida com o aumento do astigmatismo, mas também pode ser de causa genética.

Raramente desenvolve-se após os 30 anos de idade. Afeta homens e mulheres em igual proporção e na grande maioria dos casos afeta os dois olhos.

Na ceratocone, a córnea assume uma forma de cone, por isso, o nome, o que acarreta na percepção de imagens distorcidas. O principal sintoma dessa doença é a diminuição da visão.

Causas

As causas para a ceratocone podem estar relacionadas a mudanças físicas, bioquímicas e moleculares no tecido corneano. Porém, nenhuma teoria deu conta de elucidar os achados clínicos e as associações oculares e não-oculares relacionadas ao ceratocone.

O diagnóstico definitivo é feito com base nas características clínicas e com exames objetivos como a topografia corneana. A evolução da ceratocone é quase sempre progressiva com aumento do astigmatismo, mas pode estacionar em determinados casos.

Sintomas

– Visão borrada de perto e de longe
– Dores de cabeça
– Coceira nos olhos
– Fotofobia

Ao sentir qualquer sintoma, é fundamental consultar-se com seu médico o quanto antes para obter uma diagnóstico preciso.

Quando o diagnóstico foi ceratocone, há diversas opções de tratamento, todos com o objetivo de melhorar e proporcionar uma boa visão ao paciente. Mais uma vez, o diagnóstico tem um papel importantíssimo, visto que a ceratocone é uma doença progressiva.

Tratamentos

Nos casos leves, o uso de óculos pode ser suficiente e nos moderados é indicado o uso de lentes de contato para corrigir o problema.

A indicação varia ainda de acordo com a severidade da doença. Na sua fase inicial, a ceratocone apresenta-se como um astigmatismo irregular levando o paciente a trocar o grau de astigmatismo com muita frequência.

– Óculos: o uso de óculos é indicado no estágio principal da doença.

– Lentes de contato: quando o uso de óculos não for suficiente para oferecer uma boa visão, as lentes de contato são indicadas. As lentes usadas são rígidas.

– Cirurgia: em casos mais graves, a cirurgia é indicada e consiste no implante de anéis que remodelam a curvatura da córnea, para que ela mantenha uma forma mais natural e arredondada.

Em muitos casos, realiza-se a ceratoplastia (modificação do formato da córnea) e, em casos mais avançados, são indicados o transplante de córnea.

Procure consultar seu oftalmologista com frequência.

Importante: Todas as informações contidas nesta página têm caráter informativo e educacional. Nenhuma providência deverá ser tomada sem consultar o seu oftalmologista, pois somente ele está habilitado para praticar o ato médico, conforme recomendação do Conselho Federal de Medicina.